Verso e Prosa

é bastante complicado, mas há que dara volt à siruação e fazer de um deserto um óasis
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Respostas a este tópico

Para viver sozinho é preciso viver consigo mesmo como se fosse outro.

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Para viver junto é preciso saber viver sozinha.,
Saber quais são SEUS sonhos, suas metas...
Saber viver sozinha é levar a vida em frente sozinha ou acompanhada, e se houver companhia compartilhar a sua vida, e não abraçar de corpo e alma a vida alheia...
Infelizmente, tantas mulheres que vejo por aí tratando seus objetivos como sucedâneo de companheiro... Pensando em seus projetos apenas quando fica sozinha, para tão logo arrumar companhia largá-los...
Companhia é bom, mas a vida deve ter valor o bastant para ser levada independente ela.

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estou plenamente de acordo, no meu caso não pedi para viver sózinha, só pedi que que me deixassem sozinha, agora moro sozinha, mas n ão vivo sozinha, pois partilho a minha vida com as pessoas que eu gosto e gostam de mim

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Extraído de entrevista da Regina Navarro com a professora de filosofia
Rachel Gutierrez – JB – 04-03-2001
O que é um encontro amoroso?
R – Outro dia ouvi uma frase do Breton, que achei maravilhosa: “Amor é quando você encontra alguém que lhe dá notícias suas”. No amor é necessário preservar a solidão; isso é importantíssimo. Você em última análise, é solidão. Estar com o outro é se conhecer ainda mais. O encontro amoroso é a possibilidade de você se encontrar consigo mesma, diante do outro e com o outro.

Por que é tão difícil um verdadeiro encontro amoroso?
R – Ao expor sua intimidade, que é um momento raro, especial, você fica frágil diante do outro, que jamais deveria ter o direito de se aproveitar de sua fragilidade. Ao contrário, ele deveria se entregar da mesma forma, para que sua própria fragilidade também aparecesse. Esse é o verdadeiro encontro amoroso. O filósofo T. Adorno tem uma frase maravilhosa sobre isso: “Você só é amado quando pode expor sua fragilidade sem provocar uma reação de força”.

Ana, guardo essa pequena entrevista há anos. Acho que tem muito a ver com essa coisa de aprendermos a valorizar nosso lado "solidão" e a vida a dois. Adoro as frases do Adorno. Espero que aprecie. Bj.

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um encontro amoroso, pode ser num olhar, não importa que não passe só de um olhar que nos prende, mas pode fazer-nos feliz, só de imagimar-mos que aquele olhar poderia ser nosso, é muito complicado de explicar e só quem já passou por isso pode entender

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Ana, posso te mandar um texto sobre esse tema, solidão? Bj.

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Quando li tinha em mente partilhar um ou outro verso sobre solidão.
Mas quando li a resposta ali em cima, me bateu outros tipos de reflexão

Para viver junto é preciso saber viver sozinha.
solidão é mesmo tão vital para os seres sociais...
aquele que não se respeita a ponto de se permitir um pouco de solidão
jamais entenderá a exigencia do proximo de se comprometer consigo mesmo

Não sei se é necessario, viver só Mas estar só é vital
uma solidão reflexiva, escolhida , não imposta pelos outros,
é preciso amar-se de modo inquestionavel para querer descobrir-se como individuo

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Lê, depois de rever todos os comentários, acho que entendi o que vc quis dizer, e se é isso mesmo, concordo totalmente... O importante seria, mesmo no amor mais intenso, ter a tal da "simbiose", aquela sensação de "ser um" que todos os amantes têm, mas sem permitir que descaia para a neurose, a doença, uma espécie de "suicídio do eu", onde minha vida só tem importância em função daquela pessoa, daquele amor. Ter em mente, que amor tem que somar ao seu eu, não subtraí-lo de você mesmo, numa entrega ao outro, em que você meio que "desaparece" de si mesmo... - seja lá quem for esse outro, a família, um grande amor, a sociedade, uma religião, etc. etc. - Hoje, é isso que consigo enxergar das palavras magistrais da Rachel Gutierrez. Se somos em essência "solidão" - e isso é totalmente verdadeiro, no sentido da nossa alma ser independente, só, uma "obra fechada completa", amor, amizade, convívio social, deveriam servir para preencherem nossas carências, obviamente (negar isso é tolice, todos temos carência de afeto e trocas de todas as espécies...), para que preenchamos as carências dos outros, para amar e ser amados, mas sem perder de vista essa unicidade, essa exclusividade, essa verdade, de que a alma, não se mistura, não se desmancha, a não ser nas neuroses ou outras patologias. Assim, me parece mais claro ainda, que aprender a gostar de si mesmo, se apreciar, nos torna ainda mais aptos às amizades, aos amores. Porque estaremos livres para sermos nós mesmos, e buscarmos pessoas honestas e saudáveis ao nosso lado, e viver a experiência linda, que a filósofa descreveu como: "O encontro amoroso é a possibilidade de você se encontrar consigo mesma, diante do outro e com o outro". E, claro, atentos para a parte final de sua fala: que seja alguém que ame e receba carinhosamente essa fragilidade - a do desnudamento diante de si mesmo e do outro... - porque se a resposta é um aproveitamento dessa fragilidade, poucas coisas podem machucar tanto...

Bj.
Eduardo

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