Verso e Prosa

Partindo do princípio de que todo ser humano tem cultura, esta deve ser tratada sob algumas regras! Mas, em se tratando da profundidade do conteúdo popular, a massa, o povo e seus critérios, quanto: - a produção baseada na vivência e seus costumes, entre outros aspectos. Por isso, os convido, vamos debater?

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Respostas a este tópico

Todos nos humanos convivemos com a cultura, no seu dia, a dia. Entre tantos eventos a população corresponde a todos esses fatos, vindo expressamente, a todos os eventos ocorridos no dia a dia da cultura popular. Entre tantos a nossa cidade trazem enormes contatos. Como por exemplo , O Carnaval que eh a cultura mais popular do mundo. Também não deixemos de esquecer dos nossos tradicionais nordestinos que com sua cultura popular, como o bumba-meu-boi, tá certo, severino, nossas tradicionais festas no maranhão, paraiba, recife , olinda, e demais cidades do brasil, e que um dia eu possa ver bem de pertinho, bem de pertinho, visse, oh!! seu menino, ta me ouvindo, o geente!!@!!, tambem nossa cultura alimentar, nossas comidas tipicas que eu adoro, ah!! não posso me esquecer das nossas minas gerais, ummm!!! com seus torresminhos, feijão tropero e nosso tradicional feijão de corda. Bem me desculpe passei longe, mas como vinha falando tudo isso eh cultura popular. Um grande Abraço.

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Lindo tema, na qual cada região tem a sua cultura popular. Aqui mesmo em Florianópolis com a cultura açoriana e bem vasta. Esse povo simples dos Açores realizava muitas festas religiosas e valorizava a suas tradições comunitárias.Trouxeram para Santa Catarina uma bagagem de conhecimentos técnicos, tradições, costumes que foram fundamentais na consolidação do processo povoador na região. Houve mudança do padrão alimentar, havendo uma progressiva substituição dos cereais (trigo e cevada) e carne por produtos abundantes na região, como mandioca e peixe. Outras transformações alimentares: a quase toda substituição da farinha de trigo pela de mandioca, como padrão alimentar básico, pois o trigo não se prestava ao cultivo, face às condições climáticas e a mandioca era já utilizada pela população local como um dos principais alimentos. A religiosidade também sofreu transformações, notadamente os festejos do Divino que passaram de profano nos Açores para profundamente associado à paróquia, desaparecendo inclusive, na maioria das comunidades, a prática do bodo (espécie de refeição servida aos pobres).
Mas, seguindo a definição: Cultura Popular pode ser definida como qualquer manifestação cultural (dança, música, festas, literatura, folclore, arte, etc) em que o povo produz e participa de forma ativa. Ao contrário da cultura de elite, a cultura popular surge das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração, principalmente, de forma oral.
Exemplos de manifestações da cultura popular: carnaval, danças e festas folclóricas, literatura de cordel, provérbios, samba, frevo, capoeira, artesanato, cantigas de roda, contos e fábulas, lendas urbanas, superstições, etc.
Beijocas
Inarinha

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isso é trapaça, mas acho que posso...
colando aqui um post sobre o assunto.
Tem algumas referências mas não acho necessário segui-las para enteder.

Hoje, e somente hoje, porque ando meio sem tempo, li o post da srta. Mariana Martins sobre a minha birra com o carnaval.
Antes de começar o loongo texto, umas citações:
[...]
Quanto à bandeira do intelectualismo...
Há blogs que levantam a bandeira do lesbianismo só para dar um exemplo. Blogs são para se expressar. para falar. Se o autor tem algo de intelectual a falar o blog vai ser assim. Bem como podemos ficar com o kibeloco ou o bobagento que são alguns dos maiores blogs do país e passar longe de qualquer coisa feita por e para QI acima de 30.
O que incomoda o meu pensamento é a alfinetada gratuita que parte da bandeirapensantejulgosuperior, por exemplo, contra a bandeiraburrasemblogquepulacarnavaljulgoinferio
Talvez incomode como já disse em outros lugares a alfinetada gratuita dos que gostam de carnaval sobre os que não gostam. Praticamente somos obrigados a aturar seu barulho e ruído sem muita escapatória. Se eu começar a ler filosofia ou declamar poesia nos ônibus de Itaúna não vão ter a tolerância que querem que eu tenha em relação ao pagode. Isso me lembra um episódio de Criminal Minds em que um adolescente perdedor que era humilhado pelos valentões surta e começa a matar gente. Quando o treinador conta um dos casos de humilhação pública que o adolescente sofreu o investigador pergunta para o treinador porque ele não fez nada. A cínica resposta foi "Ele tem que aprender a lidar com isso". Por trás dessa resposta está embutida a ideia de que quem não gostava de futebol americano não merecia proteção. O investigador respondeu "Ele está fazendo isso. Com um fuzil". Talvez seja exatamente isso que Ana fizesse.
Talvez Ana estivesse destruindo uma cidade porque nunca houve alguém que entendesse que ela tem o direito de ser respeitada não gostando daquilo. Que ela tem o direito de não ouvir os trios elétricos. E que ela não deveria ser obrigada a fugir de sua casa e cidade para alcançar a paz.
Ela tinha que aprender a lidar com isso, e o fez. Destruindo toda a cidade baixa.

EVIDENTEMENTE eu não faria uma coisa dessas. Como quase-historiador sei das riquezas que há na cidade baixa. Como ser humano sei que baixas civis não são aceitáveis.
Mas sei também que há muita confusão sobre algumas coisas...
No meu ramo de interesse principal, a cultura, vejo o tempo todo as pessoas confundindo cultura, arte e entretenimento. E isso me deixa meio irritado...
Em primeiro lugar, se falo mal do texto de Guimarães Rosa, é porque não gosto do seu tema, não porque não o reconheça como um dos maiores escritores da língua portuguesa. Existem duas coisas, o meu julgamento objetivo e o meu gosto subjetivo. Pessoalmente odeio o velho Guima. Analiticamente sei que ele é um gênio. Um gênio aliás que é o expoente de uma atitude que não aprovo de subordinar a arte à cultura. Um gênio que produziu coisas que não gosto, assim como Van Gogh.
Mas sei que Guimarães Rosa é arte, que tenta capturar a cultura. A arte está ligada a estética e intelecto. A cultura está ligada a identidade. As guardas de reinado não dançam porque é bonito, mas porque elas são aquilo. Não há um sentido intelectual ou estético naquilo, mas um sentido de identidade. Essa é a principal diferença entre arte e cultura.
Entretenimento por outro lado está ligado à indústria cultural e prazer físico/psicológico. O carnaval de Olinda é cultura. O bloco dos Filhos de Gandhi em salvador é cultura. Os trios elétricos são entretenimento. O Asa de Águia não tem um sentido intelectual ou estético. Muito menos o de identidade de um povo. Está ligado ao comércio de produtos pela indústria cultural e ao prazer físico/psicológico.
Nesse sentido, comece a entender, que o desrespeito a quem não gosta de carnaval não é feito nem em nome da arte nem da cultura, mas do entretenimento. Em nome do lucro de empresas e da satisfação física/psicológica de pessoas.
A arte deve ser protegida e incentivada. A cultura deve ser protegida e preservada. O entretenimento não precisa de ajuda para se expandir... na verdade acho que devia ser regulamentado...
A TV que deveria ter uma programação educativa, informativa, artística e cultural é praticamente só entretenimento. A música arte precisa de leis de incentivo à cultura para se desenvolver e a música cultura precisa de projetos de valorização para sobreviver. A música entretenimento toca em todas as rádios o tempo todo.
E poderia colocar dezenas de exemplos.
Tinha alguma esperança que percebessem que o texto onde Ana implode Salvador é também um manifesto a favor da arte, já que é o mesmo personagem que planeja uma intervenção ambiental em outro texto. Tenho outro terrorista habitando esse blog, um doente que conversa com um anjo militar mudo (1 e 2). Não precisava dela.
Agora chegando nos finalmentes do fim do texto, talvez o ponto mais grave.
O Brasil é um país sem arte. O Brasil teve arte por quase toda a sua história. Mas dois fatores, acabaram com a arte do país. O primeiro é o formato da indústria cultural brasileira que é totalmente desregulamentada e praticamente onipotente. O outro é o movimento antropofágico.
Quando os antropófagos sugeriram comer o Brasil e abandonar as formas europeias pretendiam criar uma arte nacional. Mas isso foi exacerbado e acabou se tornando uma postura comum no Brasil de acreditar que a academia é ruim e o popular é bom. A postura de acreditar que as raízes culturais que estão ligadas à identidade, nos levariam naturalmente a uma estética e intelecto superior.
É claro que não foi isso que nenhum dos antropófagos fez. É claro que Vila Lobos não esqueceu a teoria musical que sabia nem Oswald de Andrade esqueceu as leituras de psicologia, sociologia, política e o escambau que tinha.
Mas é esse conceito errado que entrou para o imaginário. É esse conceito que ao invés de injetar a cultura na arte tem levado à subjugação da arte pela cultura.
Portugal tem José Saramago. A Boêmia tem Milan Kundera. O Brasil tem Jorge Amado. No Brasil a cultura usurpa o lugar da arte. Se Saramago e Kundera buscam nas culturas, mentes e corações de seus povos o material para criar algo com significado estético e intelectual, Jorge Amando mostra a cultura, mente e coração de seu povo. Guimarães Rosa chega ao ponto de quase construir uma filosofia do senso comum em seus livros. O Brasil cultua a cultura e esquece a arte.
E pelamordedeus, não estou dizendo para deixar a cultura de lado. Ela é importante. Ela deve ser mantida viva, ou se não for possível documentada. Mas não podemos continuar subordinando a arte à cultura como temos feito. A arte tem que criar vida própria e se descobrir independente do povo e da tradição.
A arte não é só olhar o passado, mas experimentar o futuro, rompendo as vanguardas e entrando no território onde moram os dragões.

Escrevi um livro inteiro sobre felicidade. Se chama O Homem Solitário, está a venda no botão aí do lado, mas também disponível para leitura aqui e para download.
A alegria é importante e fundamental, mas ainda acredito que ela seja anestesia para a mente. Huxley em Admirável Mundo Novo escravizou a humanidade através da alegria. O fim da angústia é o fim do questionamento.
O ícone da brasileiridade é a alegria, e acho isso perigoso.
Se me convencerem que o carnaval é uma festa onde as pessoas descarregam tensões em momentos de aliviante alegria para continuar com vidas produtivas volta e meia interpeladas pela força criadora da angústia, tudo bem. Mas sinceramente... O Brasil mais parece um país inebriado em alegria com mais festas do que é saudável. Um país afogado em anestesia que descarrega ruidosamente a cada dois ou três meses todas as energias psíquicas acumuladas em festivais dominados pelo entretenimento, ou seja prazer.
Há mais por trás de um texto do que parece. Sempre relutei em explicar as minhas palavras, mas às vezes as circunstâncias me obrigam... odeio ser mal compreendido...

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