Verso e Prosa

Os restos do poeta espanhol García Lorca, que estão enterrados junto com outras quatro vítimas dos fascistas fuziladas pelas tropas de Francisco Franco, serão exumados em Granada. Sua família é contra a exumação, mas duas das famílias dos mortos conseguiram na Justiça o direito a recuperar os despojos de seus ancestrais para enterrá-los condignamente.
Diante da decisão judicial, seis herdeiros de Lorca exigem que os restos encontrados sejam identificados por perícias. A família preferia que o lugar, hoje público, mas praticamente um terreno baldio, fosse considerado um cemitério, e todas as vítimas que ali foram enterradas fossem tratadas igualmente.

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Pelas notícias dos jornais espanhóis e como também diz o seu artigo, querer querer identificar mesmo, a família do Lorca não queria não. Resistiu a aceitar que mexessem na vala. Li em artigos que recentes que se levantaram rumores sobre a vala ter sido mexida anteriormente.
É um belo trabalho que o juiz Baltasar Garzón e a Associação da Recuperação da Memória Histórica estão fazendo na Espanha.

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Exatamente, Andréa. Talvez eu tenha errado no título, ao querer resumir o tema. Tenho acompanhado também pelos jornais e pela TV Espanhola, e sei que a família preferia apenas que o local fosse protegido. Mas como a família de um dos que devem estar ali enterrados, com a aceitação de uma outra, apoiou a iniciativa da Associação da Recuperação Histórica de Granada, a pesquisa deve começar no final deste mês.
Quanto ao juiz Baltasar, que vimos em São Paulo recentemente, é um luminar do Direito, que vem impondo um novo pensamento sobre a não-prescribilidade dos crimes contra a Humanidade, e sua punibilidade universal. É um grande jurista, e seu trabalho é fundamental, não só para a Espanha.
Bem que merecia o Nobel da Paz, não acha?
Obrigado pelo comentário e reparos, um abraço.

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Olá, Antonio. Não quis reparar não, apenas comentar mesmo. É que esse é um assunto que acompanho por paixão pelo Lorca e por ser de família andaluza. Admiro o Baltasar e o espaço que ele vem tendo para promover esse trabalho na Espanha, apesar das controvérsias. É, merecia sim um Nobel da Paz. Um abraço.

O link da Associação de Recuperação da Memória Histórica, se você não o tiver: http://www.memoriahistorica.org/

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Andréia, desculpe-me a demora em te responder. Cheguei no domino da Holanda e estava tirando a poeira de minha casa abandonada por três meses.
Sobre Lorca, precisamos colocar mais dos seus poemas por aqui, e, de preferencia com sua localização histórica. Lorca foi assassinado porque era poeta, ou porque era homosexual, ou porque era comunista?
Quanto ao magistrado Baltasar Garzon, creio que tenha méritos para um Nobel da Paz. É um simples Juiz, vocacionado para cumprir as Leis básicas da Humanidade. Ele não é de esquerda (acaba de condenar gente do ETA) nem de direita (está processando, acudando, os corruptos do PP). Talvez, por isso, seja odiado por todas as máfias do mundo, inclusive as argentinas e brasileiras.
Como o Nobel é bastante político, e agora foi dado à América, certamente chegará a vez da Europa. Aguarde. Aguardemos

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