Verso e Prosa

Alguém entre nós, teve a senssibilidade de ler ou ouvir algo sobre as questões sociais travadas nesse Fórum? Lá aconteceu muita coisa, entre tantas, manifestações culturais. Mas aos nossos olhos, o que é isso? De que lado estamos? Eu reconheço que é preciso e fundamental fortalecer a organização social, mas não pude estar lá... Me surpreendi positivamente, com a participação de cinco presidentes do continente latino-americano... e você?

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Respostas a este tópico

Nobre amigo João, como vês, aproveito textos como os postados recentemente, com observações diferenciadas. Creio que isso fará, não só a ti como demais pessoas chegarem a conclusões próprias.

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Caro João, permita-me informar-lhe que não houve aproveitamento político algum. Até porque a maioria quase absoluta dos que participam do Fórum têm posições favoráveis a esses cinco presidentes, ninguém ali precisa ser convencido.
Nos primeiro quatro Fóruns realizados no Brasil, em Porto Alegre, era proibida a participação de qualquer autoridade, até mesmo do prefeito de Porto Alegre, que nos oferecia parte da infra-estrutura (seu retorno era na arrecadação que milhares de visitantes traz a qualquer cidade). O presidente Lula participou de todos os Fóruns, enquanto dirigente sindical, mas quando eleito presidente, falou-nos num espaço paralelo às reuniões de grupos temáticos. Nos grupos estiveram Evo Morales (ainda líder cocalero) e Hugo Chávez (já presidente, mas como cidadão convidado por algumas ONGs), entre tantos outros líderes sociais que depois vieram a ocupar funções de Governo em seus países.
Em Belém, havia uma diferença: pela primeira vez tivemos cinco presidentes eleitos, de países que compartilham a Amazônia, e que de uma maneira ou de outra, obedecem ao lema do FSM: "Um outro mundo é possível". São companheiros desde sempre que, nesta circunstância, ocupam funções de poder.
A principal característica do FSM é sua pluralidade, tanto que não há um documento final, uma "resolução". Há propostas para cada área, mas nada impositivas. É tão democrático que nem a maioria manda! Cada organização local, na Índia ou no Ceará, no Iraque ocupado ou no sul da Itália, no Texas ou no Sudão, cada uma sabe o que fazer na sua realidade concreta, e o faz melhor do que ninguém. Não se transplanta experiências: troca-se. É diferente.
Verdade é que aquela reunião de 2001, com 10 mil pessoas, que o Fernando Henrique chamou de "neobobos" e "dinossauros", frutificou pelo mundo todo.
E, pelo que estamos vendo depois da extinção do chamado "neoliberalismo", realmente "Um outro mundo é possível".
Um grande abraço, e te convido a participar do grupo "La Pátria Grande", nesta comunidade.

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SOCIALISMO OU BARBARIE - PARA ONDE VAMOS?



Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. (...) Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.
A. Gramsci, 1917


Oi,
Um abraço,
Carlos R. S. Moreira ( Beto )
----------------------------------------------------------
http://www.rodrigovianna.com.br/

A "FOLHA" DEBOCHA DO FÓRUM DE BELÉM; MELHOR LER A CARTA MAIOR

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 às 19:53

Não chega a ser novidade, mas é sempre irritante quando isso acontece: a
imprensa corporativa brasileira (com raríssimas exceções) não consegue
cobrir o "Fórum Social Mundial" de outra forma que não seja "folclorizando"
o que se passa por lá.

Na primeira página desta sexta-feira, a "Folha" traz a fotografia de Hugo
Chavez cantando ao lado da filha de Che Guevara, sob o título: "Karaokê no
Fórum Munidial". Não há nenhuma informação sobre o que se discutiu no
histórico encontro dos presidentes, que reuniu Chavez, Morales, Lugo Correa
e Lula.

Na página interna, entre os milhares de participantes do Fórum, a "Folha"
escolheu (para ilustrar a "reportagem") um rapaz deitado na grama, de frente
pro rio.

Claro que nada disso é mentira. Chavez cantou e o rapaz deitou na grama
(aliás, a vista para o rio - a partir da Universidade Federal do Pará - é
belíssima; o rapaz tem toda razão em aproveitar a rica paisagem paraense).

As escolhas são sintomáticas. Passam a imagem de que tudo, em Belém, não
passa de deboche e descompromisso. É o oposto do que vi por lá. Passei por
Belém no início da semana. Vi centenas de pessoas reunidas em escolas,
ginásios, auditórios, debatendo formas de superar a barbárie neo-liberal.
Ou, simplesmente, se articulando para batalhas futuras.

Nada disso está nos jornais.

Ao fazer esse tipo de cobertura, a "Folha" talvez imagine que esteja
ajudando a esvaziar o Fórum. A "grande imprensa" não percebeu que ocorre
justamente o contrário: é a imprensa que se esvazia, ao tratar de forma
canhestra um evento que reúne no Brasil quase cem mil pessoas de todas as
partes do mundo.

Para ler sobre o Fórum, e sobre o encontro dos presidentes em Belém, já sei
que é preciso buscar em outro lugar. Não nos nosso jornais.
Sugiro o bom artigo de Gilberto Maringoni, na "Carta Maior".

Http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_i...

Abaixo, alguns trechos do Maringoni:

"O que leva chefes de executivo a abrirem espaço em suas agendas para
comparecerem a um encontro dessa natureza? Certamente votos é o que não vêm
buscar. Mas procuram solidificar ou recompor vínculos objetivos e simbólicos
com setores da sociedade que alicerçaram suas trajetórias e, em última
análise, sustentam suas administrações. O caminho não é de mão única. O
encontro ganha peso e densidade política internacional com isso.
(...)
Nem tudo é tranquilo, no entanto. As duas atividades desta quinta com os
chefes de Estado envolveram uma disputa, estabelecida entre o Movimento dos
Trabalhadores Sem Terra (MST) e o governo Lula. Descontentes com o que
avaliam serem os poucos avanços da reforma agrária, os dirigentes do
movimento decidiram não convidar o presidente brasileiro para a atividade do
período da tarde.
(...)
Em um diálogo inédito, os quatro mandatários ouviram previamente demandas de
representantes dos movimentos, o que levou Morales a lembrar que "somos
presidentes originários das lutas sociais continentais". O líder boliviano
era o mais entusiasmado de todos. Acabara de vencer o plebiscito que aprovou
por larga maioria a nova constituição do país, reduzindo o espaço
institucional da oposição de direita.
(...)
Nos tórridos dias de Belém, muitos se queixam de falhas na organização. É
natural, mas tudo acaba se articulando. Davos, por sua vez, aparenta
funcionar com a precisão dos outrora famosos relógios suíços. Mas a
desorganização que suas diretrizes provocaram no mundo tem poucos paralelos
na história recente..."

Agora, volto eu.

Não é só a "Folha". Ouvia , há pouco, a rádio Bandeirantes de São Paulo. No
ar, mais uma vez, a tentativa de "folclorizar" o encontro de Belém. Um jovem
jornalista reproduziu trecho do discurso de Chavez , em que o venezuelano
dizia que milhares de empregos se perderão graças à crise mundial, e que a
Venezuela sofreria menos porque lá se constrói o socialismo.

O jovem jornalista, em tom irônico, debochou.
"Esse foi o Chavez, que estava acompanhado de uma tropa em Belém, hem! Sabe
quem estava ao lado dele? O "companheiro" Evo..."

Não era o "presidente" Evo Morales. O jornalista queria deixar claro que se
tratava de um "companheiro", como a demarcar o campo: é da turma dos
petistas, índios, chavistas. Não é da nossa laia.

Joelmir Betting, que estava no estúdio, pareceu encampar o deboche,
lembrando: "... e o presidente da Colômbia não estava lá em Belém."

O jovem jornalista adorou: "ah, não, Uribe deve ter mais o que fazer, está
preocupado com as FARC".

Aí, Joelmir completou: "não, não, é que o Uribe preferiu ir a Davos, na
Suiça"

O jovem jornalista caiu do cavalo: "ah, então não é preocupação com as
FARC".

E eu fiquei a rir sozinho no carro... Joelmir pode ser o que for. Mas não
briga com os fatos.

Os novos-ricos do jornalismo - esses garotos criados lendo só a "Folha" e "O
Globo" - não conseguem nem fazer ironia. Eles, sim, são folclóricos.


O Comitê Mineiro participou com uma grande caravana em todos os fóruns realizados no Brasil. Agora, mais uma vez, nos deslocamos para Fórum Social Mundial (FSM), em Belém. Foram 54 horas de viagem de Belo Horizonte ate Belém, atravessando Minas, Brasília, Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará onde pudemos perceber a devastação ambiental e o predomínio do agronegócio.

A escolha da Amazônia, pulmão do mundo, teve o objetivo de denunciar a depredação dos recursos naturais sobre a lógica do modo de produção capitalista, sendo uma ameaça física e biológica para o planeta. A Amazônia é uma região compreendida pela bacia do rio Amazonas, a mais extensa do planeta, formada por 25.000 km de rios navegáveis, em cerca de 6.900.000 km2, dos quais aproximadamente 3.800.000 km2 estão no Brasil. A Amazônia Legal brasileira abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima,Tocantins, parte do Maranhão e cinco municípios de Goiás. Ela representa 59% do território brasileiro, distribuído por 775 municípios, onde viviam em 2000, segundo o Censo Demográfico, 20,3 milhões de pessoas (12,32% da população nacional), sendo que 68,9% desse contingente em zona urbana.

Com os olhos voltados para a humanidade, o FSM de Belém buscava fazer história, tal como os que o precederam. O de 2001 foi um marco, conseguindo reunir movimentos e entidades do mundo todo, fazendo o contraponto ao neoliberalismo e ao pensamento único. O segundo, em 2002, se amplia e mostra seu potencial de critica ao modelo neoliberal, mesmo tendo ocorrido logo após os atentados de 11 de setembro e de toda a repressão desencadeada pelo governo Bush sobre os que se lhe opunham. Em 2003, enfrenta uma grande discussão, a partir da carta de princípios: a participação dos governantes. Lula, acabava de ser eleito e, indo para Davos, passa em Porto Alegre e é recebido em uma grande manifestação. Conta também com a presença de Chavez. Organiza também a maior mobilização desde a Guerra do Vietnã, contra a Invasão do Iraque. Em 2004, vai para a Índia se internacionalizando e se popularizando. Em 2005, com 155 mil inscrições e em torno de 180 mil participantes é o maior evento mundia
l contra o neoliberalismo. 2006 é o fórum policentrico (Américas, Ásia e África). Nas Américas ocorre em Caracas, fortalecendo Chavez no enfrentamento ao Império, contando com uma participação de 80.000 pessoas. Em 2007, é a vez do continente Africano, indo para o Quênia.

Em termos numéricos, seu sucesso é absoluto. No FSM da Amazônia os números são também expressivos: 133 mil pessoas inscritas de 142 países, sendo 15 mil no acampamento da juventude, e em torno de 150 mil pessoas envolvidas. Teve 5.808 entidades e organizações inscritas. A América do Sul contou com 4.193, a África com 489 organizações, a Europa com 491. A Ásia teve 334, a América do Norte 155, América Central 119 e a Oceania 27.

Mas, os números não conseguem refletir a grandiosidade do evento. Como descrever a multiplicidade de cores, de representação cultural, diversidade nos debates, riqueza de etnias? Andar pelos espaços do Fórum é deparar com barracas de exposição de artesanato da Economia Popular Solidária, com mesas de publicação de diferentes movimentos, jornais de todas as tendências, barracas com livros novos e usados. E ver as barracas dos acampamentos cobrindo grandes áreas. E, de repente, nos deparamos com o belíssimo painel da luta da Anistia alem de outros diferentes painéis. Imensas tendas das entidades sindicais. Palcos com apresentações ininterruptas. Continuando a caminhar, debaixo de um calor de 40 graus e/ou de uma intensa chuva, aparece um desfile indígena. Quando achamos ter terminado o desfile, nos defrontamos com o das mulheres, com suas coloridas cabeleiras e seus tambores. São tantas as pessoas andando pelo espaço do Fórum que parece uma permanente caminhada ou marcha ou ma
nifestação. Em todos os espaços, as denuncias, lutas e propostas organizativas.

O Fórum tem as suas grandes personalidades. Mas a sua grande estrela, a sua grande magia, tornando tudo tão atraente e significativo, é o papel que cada participante assume, fazendo dali uma ampla construção coletiva. Só por isto ele já é importante. Está na hora porém, de romper a barreira apenas do pensamento, do discurso, da emoção e passar para a construção de uma proposta alternativa de organização econômica e social.

Neste ano presenciamos a maior crise econômica desde 1929, o massacre do povo palestino e a continuidade da devastação ecológica. Diante disto, qual e a resposta dos trabalhadores, dos povos oprimidos e explorados? O capital se recicla e busca dar respostas. Boaventura de Sousa Santos uma das estrelas do fórum diz que, “se não dermos a solução, ela virá de Davos com mais capitalismo e menos direitos. São eles que estão a pensar soluções. Nós reunimos desde 2001 e não fomos nós que derrotamos o neoliberalismo, ele cometeu suicídio. Eles estão lá em Davos pensando o que vai ser o capitalismo depois da crise. E nós, o que estamos fazendo?”

Como diz Leandro Konder, “Diante de crise de tamanhas proporções, é preciso insistir em um outro padrão de comportamento. Um padrão que, em vez de competitivo, seja solidário. Em vez de excluir, inclua. Em vez de gerar misérias e mazelas sociais, promova o desenvolvimento individual e coletivo. Em vez de descartar quem não se enquadra, garanta chances desiguais aos desiguais. Em vez de alijar os que não o reproduzem, valorize aqueles que apontam caminhos diferentes. Em vez de depredar, poupe os recursos naturais. Em vez de produzir passivos ambientais, produza alternativa natural. Em vez de ameaçar o planeta, coloque-se ao lado dele.”



Sabemos que a riqueza do Fórum é a sua diversidade e pluralidade mas isto não pode levar a diluição e fragmentação, como se fosse uma nau sem rumo. Neste fórum os participantes se perderam em um cipoal de milhares de atividades fragmentadas onde pudemos perceber duas grandes correntes. Uma que procura humanizar e gerenciar o capitalismo e a outra, constatando a barbárie legada pelo sistema, busca a unidade dos trabalhadores rumo ao socialismo. Estamos com Rosa Luxemburgo: socialismo ou barbárie.

Na formatação do Fórum atual, fica outro grande dilema: sua carta de princípios, que excluía os partidos políticos e o Governo. Desde 2003 percebe-se uma mudança quando Lula chega ao governo e vai a Davos e ao Fórum Social Mundial. Desde então, há um aumento da presença dos governantes. Este ano, o grande evento foi a presença de 5 presidentes. Até que ponto isto em interferido na autonomia dos movimentos sociais, nas suas lutas e reivindicações?

E o Fórum vai se modificando. Algumas mudanças são chocantes e vai contra toda sua historia. Destacamos a exigência feita em Belém de se apresentar crachá para entrar nos espaços do Fórum. E claro que anteriormente, em algumas atividades mais concorridas, entravam as pessoas inscritas. Mas, os espaços do Fórum sempre foram abertos, na busca de envolver a cidade no evento. Em Belém, os moradores dos arredores das universidades federais, por sinal uma região muito pobre, foram excluídos. O Comitê Mineiro ficou alojado nesta região e conviveu com outras políticas de controle feito pelo governo: fechou bares a partir de 22horas, proibiu festas populares e colocou um verdadeiro batalhão de policia nas ruas. Tranqüilidade para os participantes do Fórum e exclusão e repressão para o povo.

Outra medida desconhecida nos outros fóruns: distribuição de credenciais para participar do debate com os presidentes. Substituiu assim a lógica do universal – onde todos tem o mesmo direito limitando pelo tamanho do espaço e pela ordem de chegada – para a lógica do focalizado – onde os amigos dos organizadores são os favorecidos.

Isto não tirou a importância da atividade com os presidentes, em especial pelo contundente contraponto que Evo, Chaves, Correa e Lugo fizeram a Davos, chamando à construção de uma outra sociedade e à unidade e integração da América Latina (Alba), fortalecendo os países diante da crise.

Evo Morales, o presidente da Bolívia, foi taxativo quanto à crise: “Se nós – o povo do mundo – não conseguirmos sepultar o capitalismo, o capitalismo vai sepultar o mundo”, e na necessidade de se construir o socialismo do século 21. Ele propôs a criação de quatro campanhas para combater a crise, fortalecer a economia e a soberania das nações pobres:

1 - Uma campanha mundial pela paz

2 - A luta por uma nova ordem econômica e social de justiça e desenvolvimento, que reforme os organismos internacionais e que paute o mundo por indicadores de distribuição de riqueza

3 - campanha para salvar o planeta, alterando os padrões de consumo da sociedade;

4 - outra campanha que valorize a humanidade através da diversidade e respeito cultural. “Só uma humanidade que valoriza a si mesma pode sepultar o capitalismo”.



Chávez, em um breve discurso, fala que a criação do FSM foi muito oportuna porque aconteceu num momento de efervescência política no continente.



Para Correa “O socialismo do século 21 vai propor um novo modelo de desenvolvimento, estamos com a oportunidade de criar algo novo e melhor”.



Porem para nos, que saímos de Minas embalados pelas mobilizações locais contra o massacre dos palestinos, foi chocante. Não houve nenhuma grande mobilização ou atividade em defesa do povo palestino. Isto não impediu que tivessem faixas, camisetas bottons em defesa da causa palestina. Esperávamos que o grande debate e propostas de lutas, fosse a crise e a palestina, o que não ocorreu. Isto mostra os limites que FSM esta tendo.



Para o Comitê Mineiro, continuamos afirmando que “um outro mundo é possível”, fora do capitalismo.





Agenda aprovada pelos Movimentos Sociais



8 de março - Dia dos Direitos da Mulher;
14 a 22 de março - mobilização e Fórum paralelo ao Fórum Mundial da Água de Istambul;
Começa em 28 março, em Londres, a semana de ação a nível do G20;
30 de março - Mobilização contra a guerra e a crise / Dia de Solidariedade com o povo palestino;
4 de abril - Dia de Ação no 60º aniversário da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN);
17 de abril - Dia Internacional para a Soberania Alimentar
1º de maio - Dia Internacional dos Trabalhadores
Julho - dias de Ação do G8 na Itália
12 de outubro - Dia Mundial de Ação para a Proteção da Mãe Terra, contra a mercantilização da vida.
12 de dezembro - Dia de Ação Global sobre a Justiça Climática em conferência de Copenhague, Dinamarca, sobre o clima.

--
Um outro mundo é possível. um outro brasil é necessário!

---------- Original Message -----------
From: "carlos"
To: "1 Rede 3setor" <3setor@yahoogrupos.com.br>
Sent: Sat, 7 Feb 2009 13:56:38 -0200
Subject: [ 3setor ] Brasil - Adão Pretto: trovador do futuro

> Oi,
> Um abraço,
> Carlos R. S. Moreira ( Beto )
> ----------------------------------------
> http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=37189
>
> Brasil - Adão Pretto: trovador do futuro
>
> CIMI *
>
> Adital -
> O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), irmanado com as demais entidades
> da Via Campesina e com militantes sociais de todo o país, lamenta
> profundamente a perda, na manhã de hoje, 5 de fevereiro, do companheiro Adão
> Pretto, deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul
> e um dos fundadores do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
> (MST).
> Nascido na cidade de Coronel Bicaco (RS), em 1945, criado em Miraguaí (RS),
> Adão Pretto participou das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), da Comissão
> Pastoral da Terra (CPT), foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores
> Rurais de Miraguaí e fundador da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no
> estado. Em 1991 foi eleito deputado federal pela primeira vez e, atualmente,
> exercia seu quinto mandato consecutivo. Adão Pretto deixou esposa e nove
> filhos - e uma infinidade de companheiras e companheiros, de amigas e
> amigos.
> Em 2008 presidiu a Comissão de Legislação Participativa (CLP), da Câmara dos
> Deputados, onde abriu espaço para a participação, naquela Casa, dos
> movimentos sociais do campo, povos indígenas, quilombolas, mulheres e muitos
> outros setores, recebendo denúncias sobre a criminalização dos movimentos e
> lideranças, debatendo seus problemas, escutando suas demandas e encaminhando
> suas propostas para uma sociedade verdadeiramente plural, justa e
> democrática.
> Adão Pretto foi um exemplo de integridade e coerência. Quando ele falava, só
> se podia escutar e concordar, pois expressava sempre a verdade concreta
> vivida pelo povo do campo. E ele falava com os olhos brilhando, com a serena
> certeza de que era apenas porta-voz de algo muito maior: a dura história, a
> vida cotidiana, os sofrimentos e esperanças de todo um povo. Adão era
> trabalhador, honesto, combativo e construtor do futuro como os camponeses.
> Alimentava as bases populares com suas idéias e projetos e estas o
> alimentavam com seu reconhecimento e seu terno afeto.
> E Adão era poeta, fazia e declamava trovas, nas grandes assembléias e
> marchas camponesas, que demoliam o latifúndio, explicavam pedagogicamente as
> injustiças e anunciavam um mundo melhor, feito a partir das lutas dos
> trabalhadores e trabalhadoras, um mundo justo, um mundo pleno, um mundo sem
> amos.
> Adão Pretto sonhava alto, com os pés sempre na terra. Fecundava a terra com
> sonhos de justiça e alimentava os sonhos com os frutos da terra libertada,
> que ajudava conquistar.
> Adão Pretto se foi e agora ficou para sempre, a nos dar força nas lutas
> atuais e nas que virão; a nos ensinar com poesia e exemplo; a nos inspirar
> com coragem e ousadia; a nos mostrar o caminho rumo a um país melhor, que
> ele construia a cada dia, de maneira calma e generosa, cuia de chimarrão nas
> mãos e olhos postos no futuro.
> Adão Pretto hoje já faz trovas no céu.
> Brasília, 5 de fevereiro de 2009.
>
> * Conselho Indigenista Missionário

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ASSEMBLÉIA de CULTURA E EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
Declaração Coletiva
Objetivos principais:

• Desenvolver ações culturas de resistência em ações culturas de transformação sustentável em todas as regiões no mundo;
• Assessorar os movimentos sociais para criar as técnicas e formas de culturas políticas dialógicas;
• Transformar o próximo FSM em um palcão criativo para celebrar manifestações culturais de resistência e libertação; para advogar as linguagens artísticas e a produção cultural como base da educação formal, não formal e informal;
para demonstrar um novo paradigma de formação e capacitação de artistas, e educadores institucionais e populares em pedagogias estéticas, éticas e solidárias; e para cultivar um FSM dialógico, participativo, motivador e efetivo.

Como:

• Realizar um Fórum Social Temático Cultura e Artes Educação Transformadora em Belém em julho de 2010 como uma continuidade desse FSM, com ações nas regiões no mundo como formação do GT de Cultura para o próximo FSM.
• Criar, integrar e articular redes regionais das artes, cultura e educação para formar GTs regionais de Cultura que se transformarão em espaços de formação, de formulação de políticas integradas e de espaços de troca e colaboração interculturais no próximo FSM.
• Incluir as artes e a cultura como métodos pedagógicos, formadores e estéticos nos processos de formação dos GTs.
• Incentivar os GTs de Cultura regionais a criar fundos solidários para a inclusão de grupos artísticos e culturais no FSM.
• Incentivar métodos testados – circulares dialógicos, participativos e artísticos – para descolonizar as formas das atividades e construir um FSM participativo, poético, íntimo e prazeroso.
• Garantir a participação das comunidades na cidade sede do FSM através de atividades realizadas nos seus espaços e incluir suas manifestações culturais e lutas sóciopolíticos nos espaços do FSM.
• Garantir a inclusão de atividades artísticas – particularmente corporais – para crianças, idosos e companheiros/as com necessidades especiais.
• Finalmente, criar o próximo FSM para ser uma grande convivência solidária, ecológica e intercultural para que ele possa servir como um exemplo inspirador e convincente que um novo mundo é possível, sim, mas já esta emergindo!


Núcleo Gestor
Coordenação da Assembléia
Aliança Mundial pelas Artes Educação

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Conheça Belém, a cidade que acolhe o FSM 2009
Nascida às margens da baia da Guajará e cercada por rios e florestas, a cidade de Belém, capital do estado do Pará, localizada na região Norte do Brasil, recebe em janeiro de 2009 a 9a edição do Fórum Social Mundial - o FSM 2009 Amazônia.
Com uma população estimada em cerca de 1.5 milhão de habitantes, Belém é conhecida como a Cidade das Mangueiras - título alusivo aos túneis formados por essa frondosa árvore frutífera nas ruas do centro.

A cidade é hospitaleira, de fortes tradições culturais e marcada por um povo lutador, formado a partir da miscigenação indígena, portuguesa e africana.

Prestes a completar 400 anos de fundação, a cidade território do FSM 2009 é um dos principais portões de entrada para a região Amazônica e saída brasileira para o corredor de integração com as Guianas e o Caribe.

Rica em biodiversidade e cultura, a cidade, como toda metrópole, é marcada por grandes contrastes sociais. De um lado é possível ver de perto a beleza das florestas, rios, ilhas, mas também possui também enormes desigualdades sociais.
População
Belém possui atualmente cerca de 1.5 milhão de habitantes, população que dobra durante o segundo domingo de Outubro quando é comemorado o Círio de Nazaré, uma das maiores festas católicas do mundo.

Embora tenha razoável infraestrutura turísticas de hotéis e pousadas, cerca de 80% desses visitantes, na época do Círio, são acolhidos nas casas de amigos e familiares.

É essa tradição da acolhida paraense que será exercitada no FSM 2009 Amazônia, quando a cidade abre os braços e o coração aos cerca de 100 mil participantes previstos, de mais de 150 países.
Clima
O poeta paraense Ronaldo Franco diz que "Belém: é essa elegância vestida de águas". São as águas dos rios que banham e cortam a cidade e as águas da chuvas, esta, presença diária aos paraenses e fruto do clima equatorial da região amazônica: quente e úmido o ano todo.

O clima equatorial faz com que Belém tenha duas estações: o verão e o inverno amazônico, bem diferente das demais regiões do Brasil. O verão ocorre no período de julho a novembro, com temperaturas médias de 29º a 33º graus.

Em dezembro e, principalmente, nos meses de janeiro e fevereiro, durante o FSM 2009 Amazônia, é tempo do inverno amazônico, com chuvas fortes e constantes e temperaturas mais amenas, entre 26º e 30º.

A hora em relação ao Meridiano de Greenwich é: GMT -3.

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Severino, amigo, paricipei dos quatro Fóruns que aconteceram em Porto Alegre, mas depois eles foram realizados fora do Brasil ou divididos por continente e não pude mais estar presente. Este último, em Belém, estava previsto para 7 de janeiro, quando eu estava na Europa e nem pensei em me inscrever porque só voltaria no dia 13. Postergaram uns dias, mas aí era tarde demais para mim.
O Fórum está discutindo, de alguns anos para cá, se ele deve continuar sendo um espaço aberto para troca de experiências entre movimentos sociais, ou se deve tirar conclusões, propostas a serem seguidas.
Há um temor de que vire um órgão, uma entidade dirigente ou mesmo orientadora, do movimento social no planeta, que é múltiplo e até contraditório em certos temas. O lema "Um outro mundo é possível" permanece válido, mas a forma como lutar para alcançá-lo não deve ser ditada, nem pela maioria.
O Fórum não é um Congresso deliberativo, que decide um rumo a ser seguido.
Este foi o primeiro Fórum (pelo menos dos que ocorreram no Brasil) em que autoridades puderam comparecer enquanto tal. O Lula, ainda presidente eleito, em janeiro de 2002, falou num espaço distante da "sede" do Fórum. O Hugo Chávez participiu de reuniões de grupos, como convidado, mas não como Presidente da Venezuela. Como presidente ele falou-nos da sacada do Palácio do Governo gaúcho e na Assembléia Legislativa do RS. No Fórum, ele era um cidadão como outro qualquer.
Veja que há mudanças, desde a origem do Fórum, em 2001, uma das maiores contribuições que o Brasil deu à Paz mundial, depois da Conferência de Haia, em 1907, quando nossa delegação, chefiada por Ruy Barbosa, impôs a igualdade de votos entre os Estados na então Liga das Nações, embrião da atual ONU.
Por enquanto, o Fórum permanece um espaço para debates, apresentação de projetos bem sucedidos de liberação popular, combate ao neoliberalismo (ora superado), e intercâmbio entre ONGs e pessoas que atuam em áreas semelhantes. Uns aprendemos com os outros.
É um lindo congraçamento, acima de todas as diferenças - e eu digo todas mesmo: raciais, históricas, culturais, econômicas, políticas, de gênero, de idades, etc. Lembro-me que em janeiro de 2003 a delegação dos EUA foi a terceira maior, depois de Brasil e Cuba, com mais de 120 pessoas. Uma delas era um general cadeirante, fardado e com o peito coberto de medalhas obtidas no Vietnã, que veio, como herói de guerra norte-americano, nos advertir de que Bush invadiria o Iraque de qualquer maneira, sob qualquer pretexto, porque fora eleito fraudulentamente pelo complexo bélico do seu país. Óbvio que este ex-militar odeia a guerra, e teve a coragem de participar de um encontro de "esquerdistas" para defender a Paz. Cenas assim foram muitas, e isso contagia o mundo. Em 2003 já éramos mais de 100 mil participantes, de uns 80 países, se não me falha a memória.
Desculpe-me se escrevi demais, mas o Fórum me emociona e sei da sua importância.
Um grande abraço e não perca contato, por favor.
Seu amigo,
Barbosa

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Meu amigo, não se trata, agora, de resposta ao tema Fórum e sim de reatar nosso contato!!! Eu é que me sinto na obrigação de falar da dívida com o amigo e, por isso, Feliz Natal!

Severino Honorato

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