Verso e Prosa

É uma pergunta simples, despretensiosa. Para alguns profissionais, ela pode ser seu instrumento de trabalho. Para outros, ela pode ser tão somente uma saída para se abrir as janelas do racional e ganhar os céus da imaginação sem limites. Mas o que seria este ofício, de certa forma artesanal, chamado Escrita, no particular de cada um?

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Respostas a este tópico

Acima de tudo é uma forma de expressão da individualidade. Uma marca existencial que grita ao mundo "eu estou aqui, tenho uma história e tenho o que falar". Também é, às vezes, uma maneira de exorcizar demônios no processo de resolução interna de algumas questões. Por fim, é uma forma de prazer e gozo, muito gozo! É bom demais escrever!

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Um vez eu mesma me fiz esta interrogação e produzi isto:
"Escrever é o meu destino. Ser escritora é um sonho de menina. Por isso que tudo o que escrevo vem de dentro de mim. Não preciso esperar chegar, nasce e transborda pela mente afora. É uma enorme responsabilidade e só sei fazer isso.
Escrever quando me sinto mal. Escrever quando estou bem comigo. Escrever no ônibus, no meio do espetáculo, quando o professor fala na sala de aula... Escrever organicamente, mas como não é do corpo e sim do espírito, não morre nunca no fim.
Ofício: escritora. Arte: escrever. Se não é arte o que fazemos com as palavras, nós da categoria das letras, não sei mais nada. E escrever não é fácil. É a única profissão que não dá para enganar. Ou se tem o dom ou se desiste da carreira! Desde criança que eu o faço, é como se já nascesse sabendo. Não me acho muito boa. Sou uma aprendiz apenas. Não basta nascer com o dom, é preciso talento e, além, é preciso coragem, luta e desespero. Paixão na melhor das palavras. É preciso paixão para escrever."

(está no meu blog www.azulpoetico.blogspot.com e chama-se PASSIO LITTERIS)

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