
para mim, só existem duas coisas nesta vida: guerra e festa.
a poesia é a terra de ninguém entre guerra e festa.
ninguém sabe o que é poesia: é a liberdade da minha linguagem.
o que você sabe da minha liberdade?
originalidade. radicalidade. marginalidade.
como se comporta o poeta no mundo industrial, no
universo das linguagens industriais?
esse exercício de liberdade significa poderia ser uma
lição para uma liberdade muito mais ampla?
o poeta e o cientista. O poeta e o filósofo.
o poeta e o ativista.
o poeta, as antenas que dão um senso mais puro
às palavras da tribo, descobre que há mais coisas
entre o céu e a terra que palavras.
tem formas, figuras, sons, guestaltes. e tem
os deveres práticos de quem enxerga a História.
sintática e semântica.
a classe dominante zela pelas suas linguagens que
nós, poetas, dinamitamos.
o poeta é um homem que visa o sentido.
a linguagem é o nosso habitat.
como é o inferno para as almas danadas.
para ser poeta, é preciso ser mais que poeta.
Revista MUDA
São Paulo 2º semestre, 1977
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Beijos!
beijos saudosos
vem pra cá!!!...
beijos saudosos
adoro esse conto...
a Clarice soube descrever com precisão e delicadeza esse sentimento da diferença que nos incomoda quando crianças...
E depois a redenção, quando adultas...
beijoooooooooooooooooo
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