Verso e Prosa

Geraldo Maia
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Às 17:05 em 20 julho 2009, Graça Graúna disse...
Porque hoje é dia do amigo, trago você no lado esquerdo do peito. Paz e luz, Grauninha
Às 16:38 em 11 julho 2009, Inara Regina Pires Polli disse...

Às 18:35 em 13 abril 2009, Inara Regina Pires Polli disse...
Empírica saudade

Esta saudade só nossa
que surge sem se esperar,
faz-nos voltar ao passado,
brota em qualquer lugar.

Nascendo de uma lembrança
por um dos nossos sentidos,
emerge de onde descansa.

Por uma imagem ou ruído,
um sabor, cheiro ou de um toque,
trás à mente uma saudade
à que a sensação convoque.

Despertados num momento
que aqui, até abrevio,
de algo que já foi gravado
no decorrer da existência,
trás sensação de vazio.

Mas, na verdade acredito,
que a saudade dá vazão;
com fragmentos lembrados
em Tabula Rasa gravados
alimentando a ilusão.

Benedita Azevedo

Uma linda semana para vc.
Beijos
Inarinha
Às 21:35 em 1 abril 2009, Rubens Jardim disse...
ô Geraldo, gostei muito desse teu poema Odeio a Universidade. Tema originalíssimo e imagens muito fortes e adequadas. ParaBÉNS!
Às 11:39 em 10 março 2009, Carlos Manoel Marques disse...
Geraldo,

Foi feito! Muito obrigado pela colaboração!
Grande abraço,
Às 10:26 em 10 março 2009, Carlos Manoel Marques disse...
Geraldo,

Há conteúdo que você postou na outra página. Você não quer removê-lo primeiro? Ou posso deletar aquele perfil, assim mesmo?
Às 22:03 em 28 janeiro 2009, Nydia Bonetti disse...
Oi Geraldo!
Você tem duas páginas aqui? Ou são dois Geraldo Maia? (risos)
Às 18:07 em 1 janeiro 2009, Maria Rosa Marinho disse...
Oi geraldo, feliz ano novo, faz tempo que não ando por aqui, sou estudante do doutorado e tenho algumas atividades que tomam todo meu tempo. Geraldo, é muito comum nessa época mandar mensagens de paz e prosperidade e etc., faz parte, porém o ano novo é também imporante para pensarmos as questões do mundo que estamos vivendo, não apenas nossas questões pessoais e nossos desejos que afinal são muitos, mas também o planeta que anda meio "balançado" com tantos problemas, com tantos excessos que temos despejado sobre ele, somos o único animal que tem linguagem, que desenvolveu cultura, mas é preciso sempre pensar para onde estamos levando esse nosso planeta, mensagens de paz são muito boas, no entanto, cada ano que passa mais e mais gente habita, consome e polui essa nossa casa Terra. Um abraço, Maria Rosa.
Às 14:26 em 31 dezembro 2008, Inara Regina Pires Polli disse...
Que neste tempo de festas, a Paz reine no mundo, e encha todos os corações de Amor! Que nossas mãos estejam empenhadas na construção
de um mundo de Amor e Paz!"
Os mais sinceros votos de um
Ano Novo cheio de realizações!
Beijos em seu coração.

"
Às 17:29 em 15 dezembro 2008, Maria Rosa Marinho disse...
Olha só geraldo, tem uma poesia do Fernando pessoa que eu acho lindíssima e sei que você conhece, chama-se o "guardador de rebanhos", ela traz aquela imagem do menino jesus livre do peso da cruz, peso tão enfatizado em nossa cultura. Um abraço

Informações do Perfil

URL de Blog ou Página Pessoal
http://www.poetanada.blogspot.com
Endereço de mensagens instantâneas (MSN ou Skype)
gegeumai@hotmail.com
Email
geraldomaia2004@ig.com.br
(Geraldo Maia Santos), baiano de Itabuna, Poeta, Escritor, Ator, Diretor Teatral, Editor, Arte-educador, militante da poesia em particular e da cultura em suas múltiplas expressões, numa realidade plural e adversa como a de Salvador, Bahia e Brasil. Consultor Literário, Idealizador e coordenador do Concurso de Poesia Falada da Câmara Municipal do Salvador e colaborador do projeto, CÂMARA IN VERSOS, também da Câmara Municipal. Pertence à Escola Baiana de Poesia, Literatura e Arte, e faço parte do grupo que está reorganizando o projeto do FLAP (Festival Latino Americano de Poesia e Literatura). Colabora como Gerente de Literatura no Núcleo do Livro, Leitura e Literatura da Fundação Pedro Calmon, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
Quatorze livros publicados, oito de poesia, dois de ficção, três e cordel e um de literatura infanto juvenil, todos esgotados. Como integrante do Movimento Poetas na Praça participou dos processos de descriminalização do livro (Jorge Amado, Gregório de Mattos, Cuíca de Santo Amaro, José Limeira da Paraíba, e outros tantos proibidos) e o incremento da leitura e da recitação em ruas, praças, bares, escolas, faculdades, sindicatos, feiras, etc, e da edição e distribuição de centenas de milhares de livros a preços populares (por qualquer quantia), além da venda de livros encalhados de literatura baiana. Nesse período, de 1979 a 1991, também publicou e distribuiu milhares poemas-postais, poemas-cartaz, poemisetas, antologias e revistas de poesia e literatura.




GERALDO MAIA



(Geraldo Maia Santos), baíano de Itabuna, Poeta, Escritor, Actor, Director Teatral, Editor, Arte-educador, militante de la poesía en particular y de la cultura en sus múltiples expresiones, en una realidad plural y adversa como la de Salvador, Bahía y Brasil. Consultor Literario, Creador y coordinador del Concurso de Poesía Hablada de la Cámara Municipal de Salvador y colaborador del proyecto, CÁMARA IN VERSOS, también de la Cámara Municipal. Pertenece a la Escuela Baíana de Poesía, Literatura y Arte, y hace parte del grupo que está reorganizando el proyecto del FLAP (Festival Latino Americano de Poesía y Literatura). Cooordinador del Núcleo del Libro, Lectura y Literatura de la Fundación Pedro Calmon, Secretaría de Cultura del Estado de Bahía.
Catorce libros publicados, ocho de poesía, dos de ficción, trés de cordel y uno de literatura infanto-juvenil, todos agotados. Como integrante del Movimiento Poetas en la Plaza participó de los procesos de descriminalización del libro (Jorge Amado, Gregório de Mattos, Cuíca de Santo Amaro, José Limeira da Paraíba, y otros tantos prohibidos) y del incremento de la lectura y de los recitales en calles, plazas, bares, escuelas, universidades, sindicatos, ferias, etc., y de edición y distribución de centenas de millares de libros a precios populares (por cualquier cuantía), además de la venta de libros encallados de literatura baíana. En ese período, de 1979 a 1991, también publicó y distribuyó millares de poemas-postales, poemas-carteles, poemisetas, antologías y revistas de poesía y literatura.

Tens razão


O amor dá mesmo um imenso medo
Ainda mais quando é desse jeito
a todo custo posto em segredo
com mil disfarces que nem um defeito

uma doença de fácil contágio
algo ou alguém que por ser tão frágil
precisa ficar todo protegido
ou um livro que está proibido

por seu conteúdo subversivo
a notícia de teor explosivo
de um complô contra a ordem vigente

ou algo que precisa ser detido
trancafiado ou então banido
para sempre do coração da gente




Tienes razón


El amor da en verdad un miedo inmenso
Aún más cuando es de tal modo
a todo costo puesto en secreto
con mil disfraces y ningún defecto

una dolencia de fácil contagio
algo o alguien que por ser tan frágil
requiere quedar protegido
o un libro que está prohibido

por su contenido subversivo
la noticia de tenor explosivo
de un complot contra el orden vigente

algo que precisa ser detenido
maniatado o entonces para siempre
proscrito del corazón de la gente




FODA-SE A UNIVERSIDADE


Odeio a universidade pós pó
Com maçanetas quânticas e quasars caretas
Parece um museu de títulos abastecido de abismos
Odeio a universidade corta mente
Com suas salas de tortura mergulhadas
Em formol indigente
Parecem pocilgas numa escuridão
Privada
Ou latas de pântano aos gritos
Morte à universidade e seu cabelo de pátina
Sua fieira de miolos castrados
Asas em conta-gotas
e professores de moscas
Confessos réus de uma fornada de inválidos
Banidos dos processos de universo
professam uma moto-serra de cátedra
A universidade é um tiro no anacoluto
com seus escravinhos orientandos
empalhados por um sodomita
graduado em GEDs
que curte fraque de anis e
toga de alcaçuz
Foda-se a universidade com seus
carcereiros titulados
Suas orgias de parvos
Sua sede de pascácios
Foda-se o doutor de ausências
O phd ilha
O mestre de repetição e obediência
Odeio vocês incapazes de beijos desnudos
Com seus inúteis diplomas de plasma
Suas placas de náusea
com genomas mecatrônicos
Odeio a universidade e sua aridez atômica
Sua preguiça atávica
de pensar em cima do muro
Odeio sua crônica descerebrada
de copiar o fracasso obsoleto
e defasado dos doutos
desimportados
Odeio sua estúpida mania de odiar
tudo que não lhe é rastro exato
É preciso odiar essa fábrica de
universiotários de plástico
Sob as tentações cristantans
do barato saco
E que depois de muita
muita aposta
no co-sexo curto
Prepara mais um surto
De ignorância chapada




Que se joda la universidad


Odio la universidad post polvo
Con aldabas quánticas y quásars caretas
Parece un museo de títulos abastecido de abismos
Odio la universidad corta mente
Con sus salas de tortura sumergidas
En formol indigente
Parecen pocilgas en una oscuridad
Privada
O jetas de pantano a los gritos
Muera la universidad y su cabello mohoso
Su hilera de sesos castrados
Alas a cuentagotas
y profesores de moscas
Reos confesos de una hornada de inválidos
Proscritos de los procesos del universo
profesan una motosierra de cátedra
La universidad es un disparo en el anacoluto
con sus esclavos adiestrados
embromados por un sodomita
graduado en GED’s
que luce frac de anís y
toga de alcazuz
Que se joda la universidad con sus
carceleros titulados
Sus orgías de necios
Su sed de idiotas
Que se joda el doctor de ausencias
El Phd isla
El maestro de repetición y obediencia
Los odio a ustedes incapaces de besos desnudos
Con sus inútiles diplomas de plasma
Sus placas de náusea
con genomas mecatrónicos
Odio la universidad y su aridez atómica
Su pereza atávica
a pensar por encima del muro
Odio su crónica descerebrada
su copiar el fracaso obsoleto
y desfasado de los doctos
desimportados
Odio su estúpida manía de odiar
todo lo que no le es rastro exacto
Es preciso odiar esa fábrica de
universitontos de plástico
Bajo las tentaciones cristantas
de la bolsa bacana
Y que luego de mucha
mucha apuesta
en el co-sexo corto
Prepara un contingente más
De ignorancia borracha









SORRISO DE MULHER AMADA

pra Luciane

a ternura em teu olhar
perfuma a noite
de alegria
ilumina o poço
de solidão
onde o meu coração
foi jogado
o frescor de tua fala
é o alívio que resvala
nas feridas da alma
em luta com o vento
e com a agonia
o calor de teu colo
aquece o desejo
do tempo de caminhar
pelos riscos e o cais
de tua carícia
a delícia de tuas mãos
só o beijo desnudo
tem a entrega capaz
de saborear
o toque em silêncio
de tua beleza
condensada
por inteiro
no teu sorriso
de mulher amada



Sonrisa de mujer amada

para Luciane

la ternura en tu mirar
perfuma la noche
de alegría
ilumina el pozo
de soledad
donde mi corazón
fue arrojado
la frescura de tu voz
es alivio que resbala
en las heridas del alma
en lucha con el viento
y la agonía
el calor de tu regazo
aviva el deseo
del tiempo de caminar
por los surcos y los muelles
de tu caricia
la delicia de tus manos
sólo el beso desnudo
tiene la entrega capaz
de saborear
el toque en silencio
de tu belleza
condensada
por entero
en tu sonrisa
de mujer amada









SOL SEM LIMITE

Pra Luciane


Era uma tarde de espera
E o olhar da poesia
emerge do silêncio
com seu sol sem limite

Havia um buquê de relógios
ruminados
Celulares castos
fingiam gentilezas
por trás de óculos escuros

O tédio litúrgico da ante-sala
ansiava nus

Depois a conspiração das
letras em torno de
palavras fantasmas
desvia o vazio

Mas só havias tu
Poesia
Com teu cabelo de abismo
Com teu sorriso de lava
derramado inocente sobre
a solidão da mesa

E tua beleza permite
uma única leitura: linda!
Tão linda que só há uma saída:
Te amar tanto
O quanto chegas ao meu
coração
poesia vida!


Sol sin límite

Para Luciane


Era una tarde de espera
Y el mirar de la poesía
emergía del silencio
con su sol sin límite

Había un bouquet de relojes
rumiados
Celulares castos
fingían gentilezas
tras anteojos oscuros

El tedio litúrgico de la antesala
ansiaba desnudos

Luego la conspiración de las
letras en torno de
palabras fantasmas
desviaba el vacío

Sólo estabas tú
Poesía
Con tu cabello de abismo
Con tu sonrisa de lava
derramada inocente sobre
la soledad de la mesa

Y tu belleza permite
una única lectura: ¡linda!
Tan linda que sólo hay una salida:
Amarte tanto
¡Cuánto llegas a mi
corazón
poesía vida!









GERAÇÃO DE MARÇO
(Quase um hino)


Nós somos a geração de março
trazemos vendas nos passos
e fechaduras solitárias nos olhos

Nós somos a geração de agora
Não sabemos o dia em que estamos
a mercê de nossa demora

Nós somos a geração híbrida
(de laboratório)
Vivemos nos corredores
entre horários afiados
e o descanso das sepulturas

Nós somos a geração estúpida
Ficamos sempre em dívida
com a nossa dúvida
e não contestamos

Brigamos nas mesas dos bares
as boas notas tiradas
nas aulas de covardia

Nós somos a geração sem voz
Sem olhos
e sem história

Somos cordeiros dopados
Somos o consenso do medo
Somos o corte do grito
Somos o som do arbítrio
Somos o quadro-frio do "NÃO"
A gravidez prolongada
da exceção

Somos sócios da indiferença
Somos a chave da violência
Somos as peças dos tecnocratas
Somos as cordas da repressão
A partilha hereditária
da corrupção

Nós soms fabricados em série
nas escolas e universidades
e vendidos no mercado
ao preço da usura

Somos sim funcionários da tortura
frutos do absurdo
que são todas as ditaduras

Nós somos uma geração de culpados
e ainda seremos culpados
pela próxima geração

se consentirmos ser
enquanto trocam os termos
que a liberdade nunca ditou

se consentirmos estar
ao lado do corpo abatido
naturalmente
como o corpo abatido

Somos culpados em máxima culpa
porque maximizamos as desculpas
e minimizamos fazer!

Nós somos a geração castrada
comemos "pão-com-cocada"
"rotidoguicumustarda"
fumamos a "palha da braba"
cheiramos o "pó das estradas"
nas reuniões marrr giiii naaaaiiiisssss...

Nós somos a raiz do mal
o radical doente
mas

apesar em nós
essa loucura
somos de repente
A CURA!
A CURA!
A CURA!
(oxénte!)

Geraldo Maia
(Rio de Janeiro, PUC, 1978)






Generación de marzo
(Casi un himno)


Somos la generación de marzo
traemos vendas en los pasos
y cerraduras solitarias en los ojos

Somos la generación de ahora
No sabemos el día en que estamos
a merced de nuestra demora

Somos la generación híbrida
(de laboratorio)
Vivimos en los corredores
entre horarios afilados
y el descanso de las tumbas

Somos la generación estúpida
Quedamos siempre en deuda
con nuestra duda
y no respondemos

En las mesas de los bares objetamos
las buenas notas obtenidas
en las aulas de la cobardía

Somos la generación sin voz
Sin ojos
y sin historia

Somos corderos dopados
Somos el consenso del miedo
Somos el grito cortado
Somos el sonido del arbitrio
Somos el cuadro-frío del "NO"
La gravidez prolongada
de la excepción

Somos socios de la indiferencia
Somos la llave de la violencia
Somos las piezas de los tecnócratas
Somos las cuerdas de la represión
El reparto hereditario
de la corrupción

Somos fabricados en serie
en escuelas y universidades
y vendidos en el mercado
a precio de usura

Somos, sí, funcionarios de la tortura
frutos del absurdo
que son todas las dictaduras

Somos una generación de inculpados
y aún seremos culpados
por la próxima generación

si consentimos ser
mientras cambian los términos
que la libertad nunca dictó

si consentimos estar
al lado del cuerpo abatido
naturalmente
como un cuerpo abatido

¡Somos culpables de máxima culpa
por magnificar las disculpas
y minimizar el hacer!

Somos la generación castrada
comemos "pan-con-cocada"
"hotdogconmostaza"
fumamos "yerba de la brava"
esnifamos "polvo de barriada"
en las reuniones marrr giiii naaaaleeeesssss...

Somos la raíz del mal
lo radical doliente
pero

a pesar de llevar
esta locura
somos de repente
¡LA CURA!
¡LA CURA!
¡LA CURA!
(¡oh gente!)

Geraldo Maia
(Río de Janeiro, PUC, 1978)







FOME ZÉ

pra Miguel Carneiro

Há fome, Zé!
Há fome, Zé!

E o beijo reclama
Me lambe
Me lambe

A fome abunda
No prato afunda
Farinha de cana
Banana aérea
É fome séria

Há fome é grave
Extermínio suave
Fácil fascínio
Há séculos
De alimentar cemitérios

A fome bacana
Não leva em conta
Aquilo que come
em excesso

Há fome que brinda
Ao consumo eterno
É chique moderno
Fome de chilique

Ah, fome, Zé!
Ah, fome, Zé!

Há fome nem tanta
É um nome
Que encanta
Quando se passa
Na boca do verbo

Mas quando grassa
A esmo
Não passa
De salvo conduto
Pro inferno

Há fome Zé!
Há fome Zé!
Hambre José

para Miguel Carneiro

¡Hay hambre, José!
¡Hay hambre, José!

Y el beso reclama
Me lame
Me lame

El hambre abunda
En el plato es profunda
Harina de caña
Banana aérea
Es hambre seria

Hay hambre, es grave
Exterminio suave
Fácil encanto
Siglos
De alimentar cementerios

El hambre bacana
No considera
Aquello que come
en exceso

Hay hambre que brinda
Al consumo eterno
Es chic, moderno
Hambre de vértigo

¡Ah, hambre, José!
¡Ah, hambre, José!

Hay hambre, ni tanta
Es un nombre
Que encanta
Cuando pasa
En la boca del verbo

Pero cuando se extiende
Al azar
No pasa
De salvoconducto
Para el infierno

¡Hay hambre, José!
¡Hay hambre, José!
CANTATA PARA JÔ E SAMANTHA
(in memorian)

Reparem
Lá onde a floresta prepara
A canção do vento
Ouçam
Não é um lamento
Ou soluço
É apenas a dança do
Tempo
È a intensa luminosidade
Dos elementos
Que o silêncio ressoa
Em saudade
Nada foi perdido ou morto
Apenas a flor teceu perfume
Apenas o lume sangrou em sol
Apenas o pó em água
Fez-se em barro de alma
Cristal da noite
E foi plantada a ternura
No coração selvagem
Com as ferramentas de Deus
A vida não estancou seu brilho
Nem teve o espelho da dor
Arrancado dos lábios
Nem solucionado
o itinerário das manhãs
Apenas transformado
Em mistério
O horário da lágrima
Todas as certezas
À meio pau
Para celebrar
Que Jô e Samantha
Estarão lá
no mais esconso do verde
A proteger e cuidar
dos seus bebês
dos curumins e cunhatãs
dos nvunges e erês
sempre

Geraldo Maia
5/10/06



Cantata para Jou y Samantha
(in memoriam)

Reparen
Allá donde la floresta prepara
La canción del viento
Oigan
No es un lamento
O sollozo
Es apenas la danza del
Tiempo
Es la intensa luminosidad
De los elementos
Que el silencio modula
En saudade
Nada se perdió o murió
Apenas la flor tejió perfume
Apenas la lumbre sangró en el sol
Apenas el polvo en el agua
Se hizo barro de alma
Cristal de la noche
Y fue plantada la ternura
En el corazón salvaje
Con las herramientas de Dios
La vida no estancó su brillo
No tuvo el espejo del dolor
Arrancado de los labios
Ni solucionado
el itinerario de las mañanas
Apenas transformado
En misterio
El horario de la lágrima
Todas las certezas
A media asta
Para celebrar
Que Jou y Samantha
Estarán allá
en lo más recóndito del verde
Para proteger y cuidar
de sus bebés
de los curumins y cunhatás
de los nvunges y erés
siempre

Geraldo Maia
5/10/06

Blog de Geraldo Maia

Geraldo Maia

NA COR DO SILÊNCIO encontrar você é o sonho mais lindo um lento amanhecer que vai se despindo rosa…

NA COR DO SILÊNCIO

encontrar você é
o sonho mais lindo
um lento amanhecer
que vai se despindo

rosas no sorriso
pétalas nos dedos
colo de destino
porto de segredo

encontrar você é
perder o medo
de seguir na noite
de romper o cerco

é cantar com alma
e olhos de sonho
é amar com calma
de qualquer tamanho

encontrar você
no toque do vento
nas tramas da chuva
na cor do silêncio


























PARABELA


Você é bela rebela
As pétalas do coração
Terna entorna retorna
Contorna a escuridão… Continuar

Postado em 12 fevereiro 2009 às 16:10 ‚Äî

Geraldo Maia

O AMOR EM SILÊNCIO obrigado por esse silêncio com que amplias tua presença em meu coração, palavra…

O AMOR EM SILÊNCIO


obrigado por esse silêncio com que amplias tua presença em meu coração, palavras tanto encantam como assustam, muitas vezes confusas que precisam de dicionários e poemas que as traduzam uma ínfima parte do que realmente querem mas não conseguem expressar, só o silêncio pode falar do que se passa por dentro de cada noite de alma, de cada rua de sonho, de cada urro medonho que o olhar revela em sua corrida louca pelas ruas do pranto e da ternura em trabalho de parto.
Não há mi… Continuar

Postado em 12 fevereiro 2009 às 16:05 ‚Äî

 
 

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