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João Tomaz Parreira
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Haiku, nº 16 Flutua sonoro o seu cabelo na rua sobre tacões altos. João Tomaz Parreira
outubro 5
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O corpo está zangado com o mundo Ossos, pernas sob a transparência do vestido o corpo desmorona-se perante o nosso olhar passeiam luzes nos olhos nos cabelos, o esplendor dos nervos submetidos no limite. 21/9/2009 João Tomaz Parreira
setembro 25
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O táxi corria contra o caudal das ruas, um rio volumoso saltando das margens, peões carros febris, todos os relógios contra o seu. Chegaram ao Paris Orly. Ainda com tempo para um fogo interior, amargo de um café, como fogueira no centro de um c...
setembro 14
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As nuvens manchadas pela água permanente: esperam aspersão. João Tomaz Parreira
agosto 10
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Na margem sentado, molho os pés na tristeza as águas turvam o meu reflexo -eu impresso na seda das águas?,reuno com o copo das mãos a espuma do meu rosto. J.T.Parreira
agosto 3
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As vacas da quinta sonolenta, ouvem Chaucer Afastam as moscas a chicote, com o rabo E olham para nós desde a borda do abismo dos seus olhos No seu quadrado de terra as vacas são apenas pontos Branco e preto não dão grande importância à sua s...
agosto 1
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A LUA Escolhemos tomar a lua plataforma de sonhos, praça redonda para os olhos A lua deixava-nos uma desolação branca depois vimos que era cinzenta tristeza sem gravidade Quando Apolo nos trouxe da lua, foi um momento longo a lua ficou sozi...
julho 20
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A partir da peça Paisagem, de Harold Pinter Gostava de estar ao pé do mar. É ali, diz ela - O cão foi-se. Não te disse, disse ele - Areia nos braços dele, disse ela - Voavam por ali, numa agitação, disse ele - Na cozinha da casa de campo, senta...
julho 18
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Para além do espelho você olha para um rosto atraído pelo vácuo no interior do espelho gestos imitando vida. J.T.Parreira
julho 16
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Não há muito que dizer de um tango E tanta coisa se liga ao corpo dançando com outro O amor, os olhos a quererem ir mais fundo, a noite com sua estante de estrelas o desejo pronto para o salto como um gato os sabores escondidos como pássaros nas...
julho 5
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Chegas todos os dias na prata do ar, por tua causa os jardins movimentam-se de abelhas o estame das flores vai tecer raízes em novos lugares Chegas e fazes saltar os pássaros das linhas da noite És poderoso e todavia mesmo a mão de uma criança...
julho 1
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Viajam com as cabeças de fora cortam a espuma do vento nas ondas cortam o rosto com sal viajam com o corpo uns dos outros vão no arquipélago gulag do mar vêm em direcção a ti terra vêm como ninguém
junho 27
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Meninos do Saurimo. Foto tirada pelo poeta, na Guerra Colonial em Angola, 1969. Ocorreu-me nesse dia gastar a eternidade na cara dos meninos, manter o tamanho das suas cabeças, os seus panos feridos de África, era o que tinham um olhar mantive...
junho 23
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1. Modéstia do corpo: a nudez duns seios nus entre dois vestidos. 2. Gaivotas no mar: ramos da copa das águas cheios de brancas folhas. 3. A pedra no lago parte em círculos um Narciso que se vê ao espelho. J.T.Parreira
junho 16
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11. Sob a palidez da encoberta luz da lua: claridade pública. 12. Árvore a descansar no seu tapete de chão: deitada na sombra. 13. O silêncio voa: Águias por cima dos vales Onde as presas tremem 14. A janela ri debruçada de um cravo preso no ...
junho 14
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Ó mulher incompleta, amiga Gioconda, teu sorriso estrangeiro riscado nos lábios nos desloca para o centro do teu universo Tuas mãos cruzadas fora de ti, iluminam a noite Ó rosto pálido da aurora onde os teus olhos já estão longe de repente e ...
junho 10

Informações do Perfil

URL de Blog ou Página Pessoal
http://www.poetasalutor.blogspot.com


Abri o meu coração para o médico, gráficos
atropelando as batidas do sangue- o médico disse
que embora os exames
não mostrassem indícios
havia solidão, ele mostrou o perigo
de se ter um amor maior do que a idade
a que podemos chegar Por fim
mostrou-me como trabalha
ainda o sopro divino.

J.T.Parreira

Blog de João Tomaz Parreira

João Tomaz Parreira

Haiku nº 16



Haiku, nº 16

Flutua sonoro
o seu cabelo na rua
sobre tacões altos.


João Tomaz Parreira

Postado em 5 outubro 2009 às 22:35 ‚Äî 1 Comentário

João Tomaz Parreira

Desfile de Haute Couture



O corpo está zangado
com o mundo

Ossos, pernas
sob a transparência do vestido
o corpo desmorona-se
perante o nosso olhar

passeiam luzes nos olhos
nos cabelos, o esplendor
dos nervos
submetidos no limite.

21/9/2009

João Tomaz Parreira

Postado em 25 setembro 2009 às 21:16 ‚Äî 1 Comentário

João Tomaz Parreira

Esplendor em Paris-Orly



O táxi corria contra o caudal
das ruas, um rio volumoso
saltando das margens, peões
carros febris, todos
os relógios contra o seu.

Chegaram ao Paris Orly. Ainda
com tempo para um fogo
interior, amargo
de um café, como fogueira
no centro de um campo de sonhos.

Quando a última voz chamou
os viajantes para o v… Continuar

Postado em 14 setembro 2009 às 10:26 ‚Äî 3 Comentários

João Tomaz Parreira

HAIKU nº15




As nuvens manchadas
pela água permanente:
esperam aspersão.

João Tomaz Parreira

Postado em 10 agosto 2009 às 16:00 ‚Äî 2 Comentários

João Tomaz Parreira

Na margem do rio triste




Na margem sentado, molho os pés
na tristeza

as águas turvam
o meu reflexo

-eu impresso
na seda das águas?,reuno
com o copo
das mãos

a espuma
do meu rosto.

J.T.Parreira

Postado em 3 agosto 2009 às 18:42 ‚Äî 4 Comentários

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Às 22:22 em 27 agosto 2009, Eduardo L Resende disse...
Gostei do seu blog, João. Podendo, visite http://www.pretextoselr.blogspot.com/

Abraço.
Às 12:33 em 28 maio 2009, Renata disse...
Caro João,

Venho lhe deixar minhas boas vindas! E já encontro sua página toda populada, que maravilha!

Espero que continue compartilhando seus escritos conosco. É um prazer tê-lo aqui e poder conhecer seu trabalho.

Se precisar de ajuda, não hesite em me contactar.

beijoooooooooooooo
 
 

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