DARKNESS
Marcilio Medeiros
sempre há uma brecha
raios a decepar flores
a nudez das cores reservadas
estiletes eretos na raspagem
da poeira que se esconde
e repousa na limitada
decomposição que lhe resta
as dobras dos móveis
sua carapaça, seu secreto
labirinto onde maturam
os dias passados em objetos
um sopro, uma falha
traz o arpão incendiado
a gralha silenciosa, mas munida
a riscar o olhar assustado
de coisas mal-dormidas
Postado em 1 agosto 2009 às 22:13 ‚Äî
INVERNO
Marcilio Medeiros
o sol
seguiu afastável
barco em silêncio
mirado
o inverno terei de bebê-lo
dilui os cabelos
até os ossos
único sopro vivido
na morte
Postado em 28 fevereiro 2009 às 20:01 ‚Äî 1 Comentário
intensa de vapores
de calores intangíveis
transpões os ombros
da terra submissa
pastilha solvente
dilaceramento que se recompõe
em magnitude
ácida laranja
raios que espetam
o tenro recôndito
da carne
hoje é dia de abrires
as asas da tua inteireza
oh lua grávida de si mesma!
terminas
ressurges
serva da própria amplitude
Marcilio Medeiros
Postado em 23 novembro 2008 às 16:44 ‚Äî 3 Comentários
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Beijos
Meggy
Feliz Natal, Marcílio! Um excelente 2010 para você e os seus. Muita paz, inspiração, saúde e alegria para o ano que chega.
Beijos.
Sabe? De todas as magias que a caatinga embaralha, uma me encanta profundamente: como pode, naquela secura toda, ela não permitir se enxergar nadinha além de três poucos metros? Perder-se ali, melhor ter um chocalho no pescoço... né,não?
Forte abraço, amigo!
Forte abraço!
Ah, o semiárido está por aí ainda... ou o Véio Chico já inundou tudim?
Você anda muito sumido, porque fica viajando para cima e para baixo e se esquece de nós, heheeh...
beijoooooooo
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