Verso e Prosa

Matheus Nicolau de Souza
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  • Brasil
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Estou triste. Não me pergunte por que. Mas neste momento, enquanto lhe escrevo estas coisas, algo dentro de mim está em desajuste, como se fora do plano ou sem saber direito para onde ir. Desculpe-me por estar dizendo isso, mas às vezes nos preocupa…
julho 23
Uma discussão iniciada por Matheus Nicolau de Souza foi destacada
É uma pergunta simples, despretensiosa. Para alguns profissionais, ela pode ser seu instrumento de trabalho. Para outros, ela pode ser tão somente uma saída para se abrir as janelas do racional e ganhar os céus da imaginação sem limites. Mas o que s…
julho 7
Matheus Nicolau de Souza adicionou uma discussão
É uma pergunta simples, despretensiosa. Para alguns profissionais, ela pode ser seu instrumento de trabalho. Para outros, ela pode ser tão somente uma saída para se abrir as janelas do racional e ganhar os céus da imaginação sem limites. Mas o que s…
junho 17
Matheus Nicolau de Souza adicionou 2 postagens ao blog
junho 17

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marvinpiracicaba@hotmail.com
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Sobre lembranças e vinhos

Lembranças. Todos nós as temos, guardadas a sete chaves dentro daquilo que a psicanálise chama de subconsciente. Se me permitem, prefiro chamar de coração. A cabeça é racional, calculista, sabe a hora que certas coisas devem ser postas na mesa. Já o coração não; é ele que sente, absorve para dentro de si e, numa hora sem mais nem menos, desenterra fragmentos de coisas passadas, que estão sempre ali, caminhando conosco dia após dia. Ressurgem do nada. Podem vir à tona quando passamos por um belo jardim e nele sentimos aquele cheiro familiar de grama cortada. No cinema, ao vermos um jovem casal se apertando juntinho num abraço carinhoso, podemos sentir as deliciosas sensações dos primeiros namorinhos da adolescência, que surgiam em meio à recém descoberta juventude, com toda aquela enchente de sensações e hormônios à flor da pele.
As lembranças podem ser boas ou ruins. Se forem boas, nos fazem soltar aquele sorrisinho besta, de canto de boca, nas horas mais inoportunas. Se forem ruins, bem, também carregam seu devido valor, pois são de muitas delas que tiramos as lições para sermos melhores pessoas a cada dia. Se de alguma delas ressurge a mágoa ou a ira por alguém, devemos então tomar cuidado. Podemos estar alimentando uma planta venenosa, que, definitivamente, não vai mudar em nada aquilo que já passou. A única coisa que podemos cultivar através destas lembranças ruins é a planta do perdão e da compreensão, esta sim, que dá bons frutos, essenciais para estarmos em paz conosco e com aquele que, pelos acasos da vida, acabou nos fazendo algum mal.
O mais interessante é que não conseguimos estabelecer direito quais acontecimentos serão guardados ou quais serão esquecidos. Se o encontro da última noite com aquela pessoa que você conheceu na fila do banco será memorável, digno de uma linda história ou dedicado às páginas do esquecimento, infelizmente, meu amigo ou minha amiga, isso só o tempo é quem vai dizer. Quantas recordações não guardamos de acontecimentos ou coisas banais, que, aparentemente, não fazem muito sentido à nossa vida presente? Ou atire a primeira pedra aquele que não guarde consigo o cheiro do lápis de cera da escola ou o barulho da porteira se abrindo no sítio dos avós. Coisas relativamente simples, mas que preservam, ao jeito de cada um, a textura do passado.
Sustento a tese de que nossas lembranças podem ser comparadas a um vinho. O que importa de verdade não é o valor, a marca ou o tempo de envelhecimento. O que importa realmente é quem está do seu lado naquele momento tão especial, apreciando a bebida gole por gole. Da mesma forma são nossas lembranças. O bacana delas é termos alguém especial para compartilhá-las, revelar nossos segredos mais bem guardados, numa troca inebriante de experiências, sensações sentidas, momentos vividos. Não possuímos, de todo, nossas lembranças. Elas apenas permanecem engarrafadas, esperando o momento certo para serem abertas e servidas. Se pudéssemos dar um nome à esta, digamos, bebida para a alma, poderíamos chamá-la, quem sabe, de “História da Vida”.

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Matheus Nicolau de Souza

Diários da insensatez

Estou triste. Não me pergunte por que. Mas neste momento, enquanto lhe escrevo estas coisas, algo dentro de mim está em desajuste, como se fora do plano ou sem saber direito para onde ir. Desculpe-me por estar dizendo isso, mas às vezes nos preocupamos tanto em querermos ser mais fortes, mais felizes, mais potentes, que muitas vezes não damos voz nem ouvidos à nossa impotência, nossa finitude em resolver certas questões. Em nosso cotidiano, o que nos pregam e nos impõe é a felicidade a qualquer… Continuar

Postado em 23 julho 2009 às 13:50 ‚Äî 3 Comentários

Matheus Nicolau de Souza

A indústria das Responsabilidades

Vivemos nos dias de hoje tempos de certa “marketingzação” de Responsabilidades. Utilizei o termo em letra maiúscula já que ele nunca esteve tão em evidência nos últimos anos. Sejam elas sociais ou ambientais, não importa – o que vale é mostrar o compromisso de dada instituição para com o futuro de dada causa. Elas podem vir estampadas no papel 100% reciclado, na madeira com certificação de plantio e extração, na preocupação da marca de refrigerantes para com a reciclagem de suas garrafas PET ou… Continuar

Postado em 17 junho 2009 às 16:44 ‚Äî 1 Comentário

Matheus Nicolau de Souza

Sobre lembranças e vinhos

Lembranças. Todos nós as temos, guardadas a sete chaves dentro daquilo que a psicanálise chama de subconsciente. Se me permitem, prefiro chamar de coração. A cabeça é racional, calculista, sabe a hora que certas coisas devem ser postas na mesa. Já o coração não; é ele que sente, absorve para dentro de si e, numa hora sem mais nem menos, desenterra fragmentos de coisas passadas, que estão sempre ali, caminhando conosco dia após dia. Ressurgem do nada. Podem vir à tona quando passamos por um belo… Continuar

Postado em 17 junho 2009 às 16:29 ‚Äî 1 Comentário

Matheus Nicolau de Souza

Reflexões sobre um recomeço.

Curiosas são as lagartas. Se em um dado momento da vida parecem mortas, mostra-nos depois que cometemos um ledo engano, pois de um casulo pálido e aparentemente sem vida renascem as mais belas borboletas.
Há algum tempo atrás, o destino se encarregou de levar uma querida tia minha para outro plano. Um derrame cerebral tirou de nosso convívio uma pessoa batalhadora, que nunca desistiu de lutar pela vida. Na sua estrada pudemos ver alegrias, tristezas, lágrimas e conquistas. Minha tia Odete não qu… Continuar

Postado em 17 junho 2009 às 15:35 ‚Äî

Caixa de Recados (4 comentários)

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Às 14:02 em 22 junho 2009, Maria Mônica disse...
Bem-vindo.
Às 11:50 em 22 junho 2009, Sandro Pinto disse...
Olá Matheus. Não sou um membro muito antigo, mas mesmo assim gostaria de dizer: seja bem-vindo meu caro escritor! Espero que você curta bastante este espaço de trocas que, pelo menos no meu caso, enriquece bastante. Forte abraço.

Sandro Pinto
Às 2:51 em 23 abril 2009, Marina S Ribeiro disse...
Má,

Seja bem vindo!!!!!
Espero que goste e escreva mto.....
Não quero perder o contato, independente de qualquer coisa somos amigos....
Super bj
Às 0:53 em 22 abril 2009, Carlos Manoel Marques disse...
Matheus,

Bem vindo à Comunidade Verso & Prosa!

Você pode participar publicando coisas em seu blog - que é mais modesto que um blog do tipo Wordpress, mas aqui atende bem ao objetivo dele... As mensagens de blog mais recentes vão sendo destacadas na home page.

Pode adicionar também vídeos, fotos e músicas! preferencialmente, sugiro que usem links para adicionar estes arquivos, evitando sobrecarregar o espaço da Comunidade, pois dispomos de "apenas" 10Gb de espaço para todos.

Você pode alterar a aparência e o layout da sua página pessoal. Para aparência, escolha alterar tema. Para o layout, é só passar o mouse sobre as barras coloridas e verá que pode arrastar as caixas para lá e para cá, com algumas restrições próprias da ferramenta.

Nós também temos usado muito as caixas de recados das páginas pessoais. Sinta-se à vontade em cair de pára-quedas e pegar as conversas no meio. Aqui, não há "panelas" e todos vão se conhecendo assim, na cara de pau, mesmo. Palpitam lá e cá, assim, todos acabamos nos conhecendo. O clima é bem informal aproveite!

Colabore, participe, divirta-se!
 
 

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