Verso e Prosa

Pedro Du Bois
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(como se) adiante de mim em recados de silêncios (não) contidos das esperas (então) estou preparado para lutar à luz do mundo impuro (sou) ser desesperado grito (in)glórias sobre o muro: (sim,) imundos gestos com que (me) conquisto em mundos…
dezembro 5
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novembro 21
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homens saem de suas casas pobre casas parcas reunem-se em ruas estreitas sujas malcheirosas fomentam o ódio entre eles entre aqueles desesperados a cidade é deles as ruas são deles o estado é deles o país é deles as tropas de ocupação. (Pedro D…
outubro 24
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No último dia tenho a imagem do primeiro o início em fitas gravadas dos expedientes terminados aos domingos: mostro aos familiares e amigos a não importância da face corada e sorridente ao desentendimento entre o corpo e a mente em inexistências. O…
outubro 14
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5 O mapa distribui o andarilho ao espaço trespassado: tragédia e dor. O documento abriga dados desnecessários: a tarde retém o destino ofertado ao anoitecer. Descansa meus passos: desabriga. O sangue reflui limpezas e filtros: reafirmo o tempo des…
outubro 13
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4 A casa é tesouro descartado. Não reconhecida como espaço e idade, tergiversa forma acetinada de aprisionar horas de passagem. A cada perdida em fantasias. A casa na magia dos espelhos: reflete além das paredes. Engana fatos atualizados em promess…
outubro 11
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V Promessas esvaziadas de crescimento e sorte o estoque inacabado das farturas e o desdizer do pássaro: calado observa a passagem da criança em soluços - esforço descompensado dos cresceres. (Pedro Du Bois, o PRIMEIRO EXERCÍCIO, inédito)
outubro 4
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Pobre lobisomem sempre esperando amanhecer para retomar sua condição humana. Se não amanhecer? Pobre humano com feições da besta perdido para sempre no anoitecer de sua condição histérica. (Pedro Du Bois, inédito)
setembro 28

Informações do Perfil

URL de Blog ou Página Pessoal
http://pedrodubois.blogspot.com/
Email
pedro_dubois@terra.com.br

ARGÜIR

...
não fazem perguntas que alterem o sentido
e inibam a circunstância a revolver projetos concretos
de similitude e desgosto, ao inquisidor cabe a imagem
imaculada do agente disponível em desconfiança
e no calar dos olhos responder com a indiferença
latente e realizada sobre o fato ainda não acontecido,
deles se fazem os limites às mortes concordes
de entaladas verdades em móveis desajustados
para tamanha guarda e coragem: o inoportuno ato

desmontada a astúcia vê-se o nada
a artimanha é falsa morada
vento soprado ao oposto sentido aberto
de onde não se esperam vozes ou risadas
...

(Pedro Du Bois, Poeta em Obras, Volume VI, fragmento)

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Pedro Du Bois

ASSIM

(como se) adiante de mim em recados

de silêncios (não) contidos das esperas

(então) estou preparado para lutar

à luz do mundo impuro (sou) ser

desesperado grito (in)glórias

sobre o muro: (sim,) imundos gestos

com que (me) conquisto em mundos

avaros das incertezas: (sobre) galhos

trazem barulhos dos (in)ventos

e mortalhas (franzidas) em agonias;

(através) do outono em secos ruídos

busco o renascer da estátua (como

prometido) à beira do abismo

plasmado em cenas de homenagem; (nada)

a… Continuar

Postado em 5 dezembro 2009 às 23:15 ‚Äî

Pedro Du Bois

A PALAVRA

Quem de longe estranha o som
trazido pelo vento: a madrugada
é pródiga em silêncios; concreto,
fugaz instante
das recordações menores
e das tristezas trazidas
em esquisito recado ungido
pelo som que se espalha
atravessando ruas, destrancando
portas, descerrando janelas

o grito ouvido revisa a hora
em que a morte se encontra
e traz o cruel recado: palavra.

(Pedro Du Bois, inédito)

Postado em 21 novembro 2009 às 14:58 ‚Äî 1 Comentário

Pedro Du Bois

A PALAVRA

Quem de longe estranha o som
trazido pelo vento: a madrugada
é pródiga em silêncios; concreto,
fugaz instante
das recordações menores
e das tristezas trazidas
em esquisito recado ungido
pelo som que se espalha
atravessando ruas, destrancando
portas, descerrando janelas

o grito ouvido revisa a hora
em que a morte se encontra
e traz o cruel recado: palavra.

(Pedro Du Bois, inédito)

Postado em 21 novembro 2009 às 14:58 ‚Äî 2 Comentários

Pedro Du Bois

ARMAZÉM DAS PALAVRAS

homens saem de suas casas
pobre casas
parcas

reunem-se em ruas estreitas
sujas
malcheirosas

fomentam o ódio
entre eles
entre aqueles
desesperados

a cidade é deles
as ruas são deles
o estado é deles
o país é deles

as tropas
de ocupação.

(Pedro Du Bois, ARMAZÉM DAS PALAVRAS)

Postado em 24 outubro 2009 às 20:08 ‚Äî 3 Comentários

Pedro Du Bois

A IMAGEM RESGUARDADA

No último dia tenho a imagem do primeiro
o início em fitas gravadas dos expedientes
terminados aos domingos: mostro aos familiares
e amigos a não importância da face corada e sorridente
ao desentendimento entre o corpo e a mente
em inexistências. O desacerto e o flutuar
dos elementos na sequência da terminação
do assunto: o tempo determina a imagem.

Avanço sobre as linhas amigas e rompo amarras
primo pelo acontecido e repito palavras em poesias
antepostas ao descobrir entre a palha
a agulha: o… Continuar

Postado em 14 outubro 2009 às 16:30 ‚Äî 1 Comentário

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Às 14:13 em 22 dezembro 2009, Meggy disse...
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Beijos
Meggy
Às 10:29 em 21 outubro 2009, A. Zarfeg disse...
Dibuá, o ruivo merece e, depois, as nove musas me ajudaram. Rs. Até.
Às 15:17 em 5 outubro 2009, Sandro Pinto disse...
Não há de quê. Também lhe deve um obrigado pelo poema, muito bacana! Abraço, poeta. Sandro Pinto.
Às 3:00 em 5 outubro 2009, Izabel Lisboa disse...
Olá poeta! Obrigada pelo convite! Beijos!!!
Às 23:30 em 4 outubro 2009, Erondina disse...
Olá amigo seja bem vindo .
Abraços e boa semana .
Às 23:52 em 20 agosto 2009, Cidalia disse...
Obrigada pelo convite amigo!...
Espero sermos bons amigos apesar de pouco aqui ter vindo, mas até final de Agosto é difícil conseguir fazer algo sem ser trabalhar, a partir daí...nada mais temos a fazer...
Beijinho para ti e, até breve
Às 14:41 em 13 agosto 2009, Ana Maria Leandro disse...
Então, vamos saborear a alegria de nos conhecermos...
Às 14:28 em 13 agosto 2009, Ana Maria Leandro disse...
Olá Pedro.. Dubois! Este nome, de fato, não me é estranho... Prazer ENORME tê-lo como amigo. Dizem que "parentes se tem; amigos se fazem". Vamos pois nos fazer amigos... Mais uma estrela cintilou no céu nesta data (eu sempre disse que as estrelas são colagens que fazemos no céu. Mas nem todos sabem fazer esta magia...).
Às 23:38 em 9 agosto 2009, Maria Amelia de Carvalho disse...
Um amigo poeta é uma festa!!!
Às 18:43 em 9 agosto 2009, Hélio Jorge Cordeiro disse...
Obrigado, Pedro! Valeu, meu caro!
abração
Hélio
 
 

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