UMA SINGELA HOMENAGEM AO ANO DA FRANÇA NO BRASIL, ANNO DA GRAÇA DE 2009
um conto que procura um argumento que procura uma trama que procura um clímax que procura um estilo que procura um pretenso escritor não tão jovem que procura um concurso e que se tornou uma nouvelle vague de capítulos francos e instáveis.
capítulo 1
Nas trevas do meu quarto imerso na luz diabólica da tela
o.b.scena do computador a espalhar minhas volúpias sec…
Continuar
Adicionado por joao carlos pompeu em 14 dezembro 2009 às 0:30 —
Sem comentários
haicai duplo 125
o garotão na rua
vai que vai e( ) vai depois...
uma perna manca
o garotão na rua
vai que vai e( ) vai depois...
uma perna puxa
jc.pompeu, nov 2009 Continuar
Adicionado por joao carlos pompeu em 14 dezembro 2009 às 0:12 —
2 Comentários
haicai duplo 126
os caras de copenhague
se exibem suas pre/pôtencias a cronos
se acham ser o tempo
os caras de copenhague
se exibem suas pre/pôtencias a cronos
se iludem ter o tempo
jc.pompeu, nov 2009 Continuar
Adicionado por joao carlos pompeu em 14 dezembro 2009 às 0:09 —
2 Comentários
transe/unte 06
sua magra feição branquelo destoa no ponto de ônibus
na parada da periferia
negra/morena/parda incúria –
em que todos –
fashion de novela e fama,
de tribal estilo e drama, de bugigangas e futuramas
é
multidão/massa de opinião sem valor de vida consciente.
zumbis do imposto mercado da audiência do papa da vez.
ar de
atrasado/ansioso para o emprego na
tarde/noite
de vender moda e desejo no shopping west plaza na aurora
casa das cuecas do se…
Continuar
Adicionado por joao carlos pompeu em 13 dezembro 2009 às 23:30 —
Sem comentários
ótica desfocada
das imagens corriqueiras
busco nas entrelinhas
o que se presume
ou se adivinha
nestas viagens
saltam-me cenas
desfiguradas, bizarras,
gargalhadas sem sons
maneiras de se conviver
comigo mesmo
neste enredo coletivo
em alhures plagas oníricas
deleites d'alma
jamais fugas
visão íntima
inconcebível nas formas
Alice nas maravilhas
seu coelho apressado
homem de lata
espantalho
assim me distancio
me aproximo
na distância
da essência esquecida...
Continuar
Adicionado por EDILOY ANTONIO CARLOS FERRARO em 13 dezembro 2009 às 17:50 —
1 Comentário

Andrea Mantegna
CONSUMADO
Não me importa mais
estas veias, este sangue
esta teia, este mangue
Não me importa mais
este dinheiro, este whisk,
este isqueiro, este trejeito
Não importa mais
Este nome, esta data
Esta farsa, esta falta
Não me importa mais
estes olhos, esta pele
esta língua, este tinteiro
Não importa mais
porque todos os sentidos
agora são iguais
Continuar
Adicionado por Hideraldo Montenegro em 8 dezembro 2009 às 10:30 —
Sem comentários
Não sou do tipo que lê poesia;
Não sou do tipo que envia flores;
Não sou do tipo que manda mensagem pelo celular.
E se mesmo assim, você faz questão de me conhecer,
preciso te alertar:
Que sou do tipo que usa ainda ponto e vírgula;
esconde pecados;
adora remédios de tarja preta
e some no meio da multidão.
Sou do tipo que tem por cima da uma empoeirada escrivanhia
um giz de cera vermelho (cheiro de infância) e um caixa de sabonete Francis (cheiro do sul).
E se apesar de de tudo, você ainda pen…
Continuar
Adicionado por Emilio (@PoeTwittar) em 7 dezembro 2009 às 10:54 —
2 Comentários

It was to be
(Era pra ser)
Quando te conheci,me aproximei
Então te provoquei
E logo me apaixonei
Deixando me levar nas armadilhas do meu carente subconsciente
Entregando-me mais não totalmente
Nada de corpo somente mente
Essa"modernidade"toda mexe com gente como a gente
Carente mas consciente infeliz’mente....…
Continuar
Adicionado por LaraKO em 30 novembro 2009 às 11:00 —
1 Comentário
Ventos acumulam-se...
E nuvens.
Eles se revestem de memória e de carne,
de gritos de almas, de dores de sonhos.
Nas distâncias das montanhas,
na chegada da noite anunciada,
raios são metais que fendem as rochas,
as batidas do martelo na bigorna,
o chão em que não se pisa.
E, por trás de três paredes de luz,
olhos cobertos por cortinas rasgadas,
as conformidades de três espelhos
e cabides com velhas roupas pendentes,
sangue derramado em leito quebrado.
No mormaço do ar, forja-se o tempo,
o anon…
Continuar
Adicionado por Roberto Costa Carvalho em 29 novembro 2009 às 13:26 —
2 Comentários

Nesse mundo vil
Tenho me descaracterizado
Tentando me adaptar
Eu li em algum lugar
Que sua escrita te traduz
Posso ser engraçada
Posso ganhar várias formas
Posso traçar metas...
...Às sou vezes direta
Às vezes não me entendo
Às vezes me perdendo e quase desaparecendo
Furiosa, agradável,…
Continuar
Adicionado por LaraKO em 28 novembro 2009 às 10:30 —
1 Comentário

A procura de um sinal teu
Eu vou provar o orvalho da manhã
Eu estou pendendo entre outros porquês
Entre aceitar que realmente existisse....
Ou o quanto realmente eu posso merecer
Quero que o sol da manhã faça resplandecer
Cada por que da necessidade do meu ser
Eu o sinto, mas não o posso ver
Logo não posso ver…
Continuar
Adicionado por LaraKO em 27 novembro 2009 às 12:00 —
2 Comentários

São velhas as coisas não as quero lembrar
Coberto de vergonha, não me atrevo a pensar
Tudo isso me corrói me faz querer desaparecer
Será que não é possível esquecer?
Se lembrar é doloroso
Queria nunca ter existido (qual o sentido de viver?)
O tempo não volta atrás
Eu estou seguindo, mas essas voze…
Continuar
Adicionado por LaraKO em 21 novembro 2009 às 12:30 —
Sem comentários

Believe
No dia da confissão diremos a nós mesmos
Que estamos com nossas asas quebradas
E estamos cansados
De tão somente saber
Estaremos a procurar
O que fato de nos faz achar
Que um dia essa procura terá um fim
Temos perdido nossa luz e esperança
Em algum lugar que vive dent…
Continuar
Adicionado por LaraKO em 21 novembro 2009 às 10:30 —
1 Comentário

Queria te ver tanto, tanto
mas não consigo
tudo por causa de um mal-entendido.
Queria te tocar tanto, tanto
mas não consigo porque tudo
foi estupidamente proibido. Continuar
Adicionado por Emilio (@PoeTwittar) em 21 novembro 2009 às 9:34 —
1 Comentário

imagem retirado do google
QUE ALMA SE PERCEBE?
Mas, que alma perde-se
nos cemitérios
entre covas
e corpos desfeitos?
Que alma vaga
leve mágoa
insistente
e se assombra
persistente
na vida?
Que alma
perdida
encontra-se
ferida
sem um corpo
que marque
esta dor?
Que alma
não sangra
por causa
deste amor-vida
e segue insensível
sensitiva?
Que alma
não se assombra…
Continuar
Adicionado por Hideraldo Montenegro em 20 novembro 2009 às 20:04 —
Sem comentários
Os inversos, as conversas
e as pessoas adversas:
olhos que se agitam,
olhos que se justificam,
que se liquidificam conversos.
Existem muitos ventos e um só tempo invisível,
os inventos espúrios das sombras,
sombras que não gritam,
que nunca dizem,
que nem explicam.
Então se compõe um momento sintético,
extravagâncias, supostas formas originais;
há uma linguagem adequada e bem urdida,
o silêncio de ser,
o que se faz...
E, na noite, há catástrofes invisíveis de eternidades,
desarticulações, sub…
Continuar
Adicionado por Roberto Costa Carvalho em 14 novembro 2009 às 23:10 —
1 Comentário
1# Case

CASE
A ESPERA DEMORADA ME FEZ CAMINHAR
EU NÃO SEI ESPERAR
NÃO ME ACOMODA SABER QUE PRECISO CRESCER
NÃO ME CONFORTA SILENCIOSAMENTE ESPERAR
EMBRENHANDO-SE DE DENTRO DESSE CASULO
EU VOU ME TORNAR AQUILO QUE REALMENTE SOU
EU JÁ TIVE MEU TEMPO DE RASTEJAR
EU NÃO SOU MAIS O MESMO ALGO MUDOU
EU ESTOU SUSPENSO…
Continuar
Adicionado por LaraKO em 11 novembro 2009 às 10:18 —
Sem comentários
POESIA: POEMINHA BESTIAL!
já destoava na terna infância
aquela estranha feição gris.
já homem fora feito à têmpera
de afeto e, muito, muito alho...
um belo dia a mãe, sus/peito,
notara assim-assim o de/feito:
– meu filho, você está ficando...
grisalho!
meu/espelho/filho/meu sem jeito:
– cara! foi é muito, muito alho...
caralho!
do talho abril despedaçado
à culpa materna no ato falho
chorou um mar desvairado
na velha colcha de retalho...
e nunca, nunca mais…
Continuar
Adicionado por joao carlos pompeu em 3 novembro 2009 às 16:00 —
2 Comentários
haicai 124
o menino passeia
no triciclo espremido
só ele cresceu!
jc.pompeu, nov 2009 Continuar
Adicionado por joao carlos pompeu em 3 novembro 2009 às 11:46 —
3 Comentários
haicai 123
sol de finados
coral de cigarras acesas
canta o réquiem
jc.pompeu, nov 2009 Continuar
Adicionado por joao carlos pompeu em 3 novembro 2009 às 11:40 —
3 Comentários