Verso e Prosa

Xico_Santos

Blog de Xico_Santos (102)

Feliz Natal, sonho!

... "Agora queria muito te beijar e ter seu colo pra pousar.... ficaria ali quietinha, só fazendo cafuné... até adormecer...” ... Então... fui dormir tarde, muito tarde... li e reli seu texto acima... e é muito louco isso... a loucura de te "procurar" naquela tarde, naquela noite... lembro-me da tua boca... evitava fixar os teus olhos... e havia também minha timidez, sempre presente!, o tempo todo a dizer "não! "... não, cara, ela nem te viu!"... e "aquela coisa" a incContinuar

Adicionado por Xico_Santos em 18 dezembro 2009 às 14:40 — 5 Comentários

Divulgação x distribuição: a cigarra e a formiga

Thereza Christina Rocque da Motta Não é de hoje que a confusão entre esses dois temas me toma tempo para explicar o que é um e o que é o outro. Invariavelmente, um autor novo me pergunta: - Você também faz divulgação dos livros? Ao responder que sim, tenho que tomar cuidado para perguntar o que ele entende por "divulgação", e a resposta vem, em seguida: - Você os coloca à venda nas livrarias? Aí eu tenho que parar a conversa e dizer que as duas não são a mesma coisa: divulgação não… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 16 dezembro 2009 às 8:00 — 2 Comentários

Thereza Christina Rocque da Motta

A Biblioteca de Alexandria Um sábio se lembrou, um dia, da biblioteca onde trabalhou. Esta, cujas paredes continham todos os livros, trazidos de todos os lugares, como imposto de cultura a quem passasse por lá. Deixavam papiros, pergaminhos, tabuletas de argila, palimpsestos, lápides de mármore, cascas de árvore, tudo que contivesse um texto. Essas histórias, escritas em todas as línguas, convergiam para uma única sala, cheia de mesas e cadeiras, divãs e espreguiçadeiras, onde se sentav… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 10 dezembro 2009 às 7:42 — 2 Comentários

Junk-Box, o livro de Sérgio Sant’anna

Publicado originalmente em 1984 (Editora Anima, Rio de Janeiro), reeditado em 2002 pela Edições Dubolso, Sabará – MG., sob a batuta de Sebastião Nunes, que alertava na capa: “Junk-Box é um livro surpreendente em sua rica diversidade, e mais surpreendente é o fato de não ter sido saudado com o entusiasmo que merecia, e continua merecendo. Pois, ao contrário de poetas corriqueiros – sim, existem poetas corriqueiros –, Sérgio Sant’anna trata os “dialetos” poéticos com a ironia e a sutileza habitua… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 4 dezembro 2009 às 7:41 — 1 Comentário

Thereza Christina Rocque da Motta

A experiência da pressa A pressa é inimiga da perfeição e dos livros. Livro com pressa sai errado, mas quando é que fazemos um livro sem pressa? É uma raridade quase absoluta. Sempre temos pressa ou alguém a nos apressar: "Quando fica pronto o livro?", "Quando você vai lançá-lo?". Atenção: só se lançam livros depois que estiverem impressos, antes não adianta marcar lançamento. Quando dizemos que um livro ficará pronto em novembro, não quer dizer que ele possa ser lançado, apenas que est… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 2 dezembro 2009 às 20:11 — 1 Comentário

Dessa coisa estranha...

"[...]" – "Quê que é, Miguilim? Você sabe Pai disse? Amanhã ele vai deixar a gente nós dois montar a cavalo, sozinhos, vamos ajudar a trazer os bezerros..." "– Dito, você já teve alguma vez vontade de conversar com o anjo-da-guarda?" "– Não pode, Miguilim. Se puder, vai p'ra o inferno..." "– Dito, eu às vezes tenho uma saudade de uma coisa que eu não sei o que é, nem de donde, me afrontando..." João Guimarães Rosa Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 24 novembro 2009 às 6:14 — 2 Comentários

Bússola

"Há momentos em que palavra não é tradução, é violação... e, inutilmente, tenta dizer o que não caberia no mais profundo silêncio" Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 20 novembro 2009 às 8:53 — 3 Comentários

Publiquês - Thereza Christina Motta

Perguntas mais frequentes Ontem um autor me perguntou à queima-roupa: "O que é quarta capa?" Eu, num primeiro instante, pensei, "Ora! Todo livro tem e ele não sabe". Depois, ponderei: "Eu deveria ter dito contra capa". Mas acho que nem esse termo ele saberia, pois esse publiquês só é usado por editores e autores iniciados, não iniciantes. Há palavras que são utilizadas no dia a dia da editora e falamos sem pensar: "Veja o colofão". "Está na página de crédito". "Verifique a folha de rost… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 6 novembro 2009 às 6:30 — Sem comentários

Biblos - Thereza Christina Rocque da Motta

De fato, o livro surgia ante meus olhos como um monumento. Jorge de Lima Eis o livro aberto, as páginas brancas aguardando o poema, antes mesmo de ser escrito. O livro é anterior ao texto. Eis-me áugure do momento irrealizado, a decifrar o mito contido nas palavras: as imagens jorram como água sobre o papel, o único a reter a vaga e a poesia, forjando na pedra o que já tinha sua forma e, mesmo interminado, é como deveria ser desde o princípio: monumento pronto antes de concebido.Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 3 novembro 2009 às 8:00 — 2 Comentários

Os dez mandamentos do livro - Thereza Christina Rocque da Motta

1o. Mandamento do Livro Releia o seu texto até a exaustão, até não querer mais mudar nenhuma vírgula. Enquanto isso não acontece, não se colocou o ponto final no livro. Esse processo pode acontecer durante o período de edição, não é sacrilégio, mas é preciso lembrar que a revisão só termina quando não se quer mais mexer no texto. Aí sim, ele está pronto. A pressa em editá-lo macula a edição. Algo vai acabar saindo errado. O tempo é o melhor fazedor de livros - e o livro sabe o seu… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 28 outubro 2009 às 7:39 — 1 Comentário

O ofício de editor - Thereza Christina Motta

Pensar o livro como coisa completa, una. Pensá-lo por dentro e por fora, coisa única, amara. O labor mil vezes repetido, infinitas vezes elaborado, o livro não termina nunca, pois assim que um acaba, começa outro. Esperar que os livros se sucedam, um a um, como afagos, coisas íntimas de tão relidas, rever, encontrar os erros, que se depositam no fundo do casco. Recompor a ode última para que não falte nada. Assim os livros vêm e vão, e não se despedem, apenas partem, pois o trabalho que tivContinuar

Adicionado por Xico_Santos em 25 outubro 2009 às 7:44 — 4 Comentários

Do meu encanto, em Jane Chiesse Zandonade

Excerto nº 1 sob a Lua Publicado no V & P por Jane Chiesse Zandonade em 20 setembro de 2008 às 20:24 Saudade, saudade, saudade. Brilho negro da vontade, fogo da ausência declarada. Saudade. E aquela chuvinha na madrugada insana. Chuva de Nanã. Na noite, até a chuva é parda, pelo amor de Deus. A varanda, no tempinho frio de início de julho, fica mais exposta, mais frágil. Corrigindo: não é a varanda, sou eu. Mais fraca. O desuso é a desilusão dos corpos e nos pensamentos queb… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 22 outubro 2009 às 10:30 — 4 Comentários

Do meu encanto, em Thereza Christina Motta

Amigas e Amigos: não consigo dividir com vcs meu momento atual de vida... Mas, desejo que saibam quanto os amo e que voltarei em breve. Abraço fraterno, Por agora fiquem com o texto da minha amiga Christina... "(Como não fui eu que fiz?... Miltom)" xico santos Neste fim de semana, durante a Primavera dos Livros em São Paulo, realizado no Centro Cultural da Rua Vergueiro, 1.000, no Paraíso, dei tratos à bola quanto à edição de primeiros livros (que faço sistematicamente há quase dez a… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 15 setembro 2009 às 14:03 — 2 Comentários

Do meu sonho...

Eu Queria Que Você Viesse - Carlinhos Brown/Marisa Monte Eu queria que você viesse Penso tanto que quase acontece Porém se eu decidir não me enganar assim Talvez o meu pranto tenha fim Se você ouvisse minha prece Não quisesse me ver tão aflita Sonhar não custa nada eu quero tanto ainda Grato te daria uma saliva Junto com você a vida inteira Nosso 3x4 na carteira Vendo a lua a meia luz e meia Rogo que me faça uma visita Eu sonho tanto Porque tanto te amo assim Meu sonho é santo Porque… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 16 julho 2009 às 20:08 — 3 Comentários

Do meu encanto, em Bemvindo Sequeira

VIDA APÓS A VIDA Sempre pensei que ia morrer cedo. A luta armada, a clandestinidade, aventuras, promiscuidade, orgias, riscos... Tudo me levava a crer que não chegaria aos 30 anos. Para quem tem 20 anos, quem tem 30 já é coroa. Tomei um susto quando vi-me vivo e saudável aos 30. Aos 40 percebi a possibilidade real da morte. No dia do meu aniversário quarentão, um jovem ator de 24 anos perguntou como eu me sentia: Agora ,de frente para a morte. Para minha surpresa foi o jovem quem morreu… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 16 julho 2009 às 18:17 — 4 Comentários

Do meu encanto, em José Mindlin

Coleção Brasiliana de José Mindlin já pode ser consultada na Internet É uma coisa extraordinária. Também, não há mais segredos, nenhum colecionador poderá vangloriar-se de ter uma obra rara entre seus livros, muito menos guardá-la só para si; não vale mais a pena dizer: ‘olha, eu tenho aqui este livro, não mostro para mais pessoas’”, afirma o colecionador José Mindlin, perplexo diante do incansável robô (apelidado Maria Bonita) que há mais de dois meses trabalha sem parar na digitalizaçã… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 15 julho 2009 às 16:06 — Sem comentários

Do meu encanto, em Maria Bethânia...

"Música é perfume" Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 5 julho 2009 às 22:37 — 2 Comentários

Do meu encanto, em Marcilio Medeiros

SENHORA intensa de vapores de calores intangíveis transpões os ombros da terra submissa pastilha solvente dilaceramento que se recompõe em magnitude ácida laranja raios que espetam o tenro recôndito da carne hoje é dia de abrires as asas da tua inteireza oh lua grávida de si mesma! terminas ressurges serva da própria amplitude Marcilio Medeiros Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 1 julho 2009 às 8:52 — 3 Comentários

30 de junho de 2009!

Um semestre não é um dia... a gente sabe. Minha sorte foi que minha mãe-menina me obrigava a ralar um coco inteirinho na Quinta-Santa... “– Ah, não vai ralar, não??? Então, garotão, num tem bacalhau amanhã, esquece!” Eu ralei... “Caldo” inevitável, assim como a dor – marola cruel e desumana! Mas... “seu moço”: “prego” é a PQP! Falei?! Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 30 junho 2009 às 10:32 — 1 Comentário

Do meu encanto, em Ivana Arruda Leite

VIDA SIMPLES Primeiro romance de Ivana Arruda Leite é uma narrativa marcada pela nostalgia da vida autêntica MANUEL DA COSTA PINTO COLUNISTA DA FOLHA O HOTEL Novo Mundo, na praia do Flamengo, é o cenário do primeiro parágrafo de “Quase Memória”, o lugar em que o narrador autobiográfico de Carlos Heitor Cony recebe um misterioso embrulho cujo remetente é seu pai, morto dez anos antes. O “Hotel Novo Mundo” que dá título ao primeiro romance da contista Ivana Arruda Leite é uma mode… Continuar

Adicionado por Xico_Santos em 29 junho 2009 às 11:12 — 3 Comentários

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