Verso e Prosa

Vejam como são tristes,
os meninos das guerras.
Brincam nos escombros
com restos da luta.
Inútil.
Como todas as lutas.

Dormem ao som das rajadas,
dos canhões, quem sabe dos fuzis,
que cospem bala e intolerância
dos que fazem as guerras,
mas não conhecem,
o campo dos horrores.

Vejam como são tristes,
os meninos das guerras.
Sonham com soldados.
Sonham em ser como eles,
os imitam, em vez de temê-los.
Infância, a se perder para sempre.

Acordam ao som dos lamentos,
dos homens, quem sabe
das mulheres ou de outras crianças.
Sentem a dor e a impotência,
dos que vivem a guerra,
sem compreender o seu real motivo.

Vejam como são tristes
os meninos das guerras.
Vejam seus olhos, na tela da TV
Vejam seus olhos nos jornais
Vejam seus olhos
Vejam!

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Nydia Bonetti Comentário de Nydia Bonetti em 16 janeiro 2009 às 23:29
É verdade, Roberto. Infelizmente é assim...
Roberto Costa Carvalho Comentário de Roberto Costa Carvalho em 16 janeiro 2009 às 22:55
Em um filme, não me lembro seu nome, dizia-se que o homem nasce com o sentimento de amor, já o de ódio ele aprende aqui mesmo. De fato: basta observar uma criança, seu riso, suas expressões de espanto, seu choro e as imitações que faz. Talvez, por isso, julgam-na ingênua, inocente; então, logo dão início a seu aprendizado.
Nydia Bonetti Comentário de Nydia Bonetti em 15 janeiro 2009 às 19:15
Luis e Izabel
O poeta não pode perder jamais a dimensão social. Não só o poeta, mas todos que possam de alguma maneira ser escutados. Ser a voz dos que não tem voz ou são impedidos de falar, ou simplesmente nem aprenderam a falar...
beijos
Izabel Lisboa Comentário de Izabel Lisboa em 15 janeiro 2009 às 16:28
Certíssimo Luis! O poeta somente coloca no papel, em forma de verso e prosa, aquilo que os senhores das infâmias protagonizam! Acredito ser essa uma das missões do poeta: denunciar.
Também te incluí como meu amigo Luis. Ficarei muito feliz se você aceitar, da mesma forma que estou feliz por ter Nydia como amiga.
Forte abraço!
Izabel
Luis Henrique Bueno Comentário de Luis Henrique Bueno em 15 janeiro 2009 às 15:59
Dizem que somos os autores de poemas que retratam as guerras, conflitos e massacres.
Nada disso! São os senhores dos infames que o fazem.
Parabéns pela criação do belo poema.
Obs.: Estou te incluido como amiga, espero que aceite.
Um beijo fraterno
Luís
Izabel Lisboa Comentário de Izabel Lisboa em 15 janeiro 2009 às 14:43
Quisera tanto responder essa sua questão dizendo que: passou para sempre o tempo das guerras entre os homens e a Paz será perpétua! Qua as crianças poderão crescer e sonhar num mundo pacífico e acolhedor...! Que nunca mais a humanidade vivenciará as guerras... Quisera tanto responder assim Nydia...! Todavia... !!!!!!
Beijo terno!
Izabel
Nydia Bonetti Comentário de Nydia Bonetti em 15 janeiro 2009 às 14:13
Escrevi este poema há anos, num contexto parecido com o que vivemos agora.
E eu me pergunto, Izabel, até quando?
Izabel Lisboa Comentário de Izabel Lisboa em 15 janeiro 2009 às 14:06
Pura dor!!! Só se vê dor...!

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