Verso e Prosa

Passado
o inverno
as piores noites
melhores dias
verão o
Futuro


O inverno de 88/89 foi muito duro pra mim. Era o meu terceiro inverno europeu, a saudade do patropi bateu forte e eu estava curtindo uma tremenda dor de corno. Caminhava desolado pelas ruas de Milão cobertas de neblina. Não me lembro de inverno tão cinza, tão triste. Em Março, começei a dar sinais de melhoramento. E aí surgiu esse meu primeiro poema espelho.
A idéia é que o espelho nunca restitui a mesma imagem que foi refletida. Você nunca se vê no espelho, ou melhor, vê outro você que não (re)conhece ou não quer ver. Isso não é bom nem ruim: é.
No caso, o poema é muito esperançoso. Todo começo de inverno volto a ele, Narciso que sou, e mergulho nesse espelho que fui e banho-me na sua esperança. Achei legal mostrá-lo agora a todos na comunidade, nesses tempos em que todos falam da crise. Para as crises é sempre bom um espelho e muita esperança! NN

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Marise Lopes Comentário de Marise Lopes em 16 agosto 2009 às 22:30
que lindo esse poema... aqui o inverno entra na reta final... ah! gostei da sua música também...
Xico_Santos Comentário de Xico_Santos em 18 março 2009 às 15:05
Lindo isso!
Dia desses, alguém que escreve muito, assim como vc, postou algo sobre o espelho... aquilo me pegou, tateei daqui e dali pra sair daquilo... coisa sem foco, nublado... perturbando a pele. Deve estar por lá ainda: www.delfuego.zip.net/
XS
Nydia Bonetti Comentário de Nydia Bonetti em 4 dezembro 2008 às 21:51
Que bonito, NN!
Um espelho e muita esperança... Sempre. Perfeito
abraço
Cafu Comentário de Cafu em 17 novembro 2008 às 17:25


Adoro esse poema. Um dos meus favoritos. Beijo para todos aí.

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