Passado
o inverno
as piores noites
melhores dias
verão o
Futuro
O inverno de 88/89 foi muito duro pra mim. Era o meu terceiro inverno europeu, a saudade do patropi bateu forte e eu estava curtindo uma tremenda dor de corno. Caminhava desolado pelas ruas de Milão cobertas de neblina. Não me lembro de inverno tão cinza, tão triste. Em Março, começei a dar sinais de melhoramento. E aí surgiu esse meu primeiro poema espelho.
A idéia é que o espelho nunca restitui a mesma imagem que foi refletida. Você nunca se vê no espelho, ou melhor, vê outro você que não (re)conhece ou não quer ver. Isso não é bom nem ruim: é.
No caso, o poema é muito esperançoso. Todo começo de inverno volto a ele, Narciso que sou, e mergulho nesse espelho que fui e banho-me na sua esperança. Achei legal mostrá-lo agora a todos na comunidade, nesses tempos em que todos falam da crise. Para as crises é sempre bom um espelho e muita esperança! NN
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