Verso e Prosa

CRIS LIMA

PULSAR "As lácteas coxas com ladrantes monstros." Virgílio, Bucólicas, Trad. Odorico Mendes As cor…

PULSAR

"As lácteas coxas com ladrantes monstros." Virgílio, Bucólicas, Trad. Odorico Mendes

As cortesãs não beijam pagantes
não querem o teste da fraqueza
a pulsão desvelada do desejo

Querem as moedas para o vinho
e o beijo reservado ao amante

O que é real na floração do desejo
ampara-se em mãos insurrectas
a deslizar por todo corpo
pernas subindo pelas coxas
o centro do umbigo mamilos
o queixo se alonga prognata
até a escalada da boca
onde o beijo acontece poroso

Arfante e úmido o calor investe
boca contra boca eletrizadas
faíscas riscando o céu
ricochete e estalo
chicote de luz
clareia a clareira do sonho e
ela se abre lânguida ao mormaço.

O beijo pulsa em todo corpo
como um rio e suas nervuras.

Autor: Anibal Beça

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2 Comentários

DARCI BORGES Comentário de DARCI BORGES em 6 julho 2009 às 11:56
O COMPADRE DEVE TER APRENDIDO COM AS CORTESÃS QUE ELE TANTO FREQUENTOU NA VIDA...
UM ABRAÇO, "CUMPADI MIRTO", DE LAGOA FORMOSA(MG)!

BEIJOS, CRIS!
DARCI BORGES Comentário de DARCI BORGES em 6 julho 2009 às 11:54
OLÁ, CRIS! BOM DIA, AMIGA!
MUITO BONITO O POEMA POSTADO! EU TENHO UM COMPADRE, ASTUTO E PRECAVIDO COMO QUALQUER BOM MINEIRO QUE ME REPETE SEMPRE: "CUMPADI, SE A GENTE NUM QUÉ APAIXONÁ
NUNCA DEVE OIÁ UMA MUIÉ DENTRO DOS ZÓIOS NEM BEIJÁ NA BOCA..."

ABRAÇOS!...

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