Verso e Prosa


Zarpar
Quem dera
Pegar carona
Num zéfiro
Inflar
Feito balão
Subir
Até a estratosfera
Planar
Por sobre a terra
Azul.

Mutante
Criar asas
Voar
Chegar
Perto do sol
Ir mais além
Do que foi Ícaro
E mergulhar
No infinito
Mar.

Juntar-se às gaivotas
E albatrozes
Pousar
Na proa
De algum navio
E outra vez
Zarpar.

Alto mar
Agora
Águas profundas
Regiões abissais
Depois
Emergir
Outra vez
E zarpar.

Feito águia
Planar
Sobre a boca vermelha
De algum vulcão
Mergulhar
Nas entranhas da terra
Regiões infernais
E queimar.

Então
Renascer
Feito fênix
Mergulhar e voar
Sem temer
Sem pensar
E outra vez
Zarpar...

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Hideraldo Montenegro Comentário de Hideraldo Montenegro em 17 maio 2009 às 20:54
Adoro demais a tua poesia, menina. Na verdade, tem me servido de exemplo. Gosto de sua economia, sua rapidez, as imagens que cria. Bom demais!

Beijos
Eduardo Ramos Comentário de Eduardo Ramos em 13 abril 2009 às 2:27
Belo poema.... Endosso tudo o que já foi dito... - Bj.
Nydia Bonetti Comentário de Nydia Bonetti em 15 março 2009 às 14:04
Obrigada, Graça. Ah... se pudéssemos ir. Mas nas asas da poesia a gente voa.
Beijooooooo
Graça Graúna Comentário de Graça Graúna em 15 março 2009 às 13:49
Vontade de pegar carona nas asas da poesia e zarpar. Belíssimo o teu poema. Bjos de luz, Grauninha
Nydia Bonetti Comentário de Nydia Bonetti em 14 março 2009 às 16:08
Roberto
Este poema tem mesmo uma certa tendência ao "moto-perpétuo"... Como nossas inquietações.
bjs.
Bom final de semana!
Roberto Costa Carvalho Comentário de Roberto Costa Carvalho em 14 março 2009 às 3:54
Após a primeira leitura, vem a segunda, depois a terceira, a quarta...
De quantas leituras, enfim, necessitarei para aquietar-me se, quando mais leio, mais me inquieto?
Bjs.
Roberto.
Nydia Bonetti Comentário de Nydia Bonetti em 13 março 2009 às 22:01
Obrigada, Zarfeg.
E viva a poesia!
Abraço.
Nydia Bonetti Comentário de Nydia Bonetti em 13 março 2009 às 22:01
Obrigada, Paulo.
Ah... Se fosse possível zarpar assim. Somente a poesia nos permite tais viagens. :)
Abraço.
A. Zarfeg Comentário de A. Zarfeg em 13 março 2009 às 15:22
Naidia: só uma palavra: parabéns! E viva a poesia!
Paulo C Comentário de Paulo C em 13 março 2009 às 14:15
Muito gostei, o poema. Ah, a vontade de ir. Para qualquer lugar que não seja aqui, qualquer dia que não seja hoje.

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